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Título: Avaliação do potencial leishmanicida de bacteriocinas
Autor(es): Barcelos, Divan Henrique Fernandes
Orientador: Gomes, Daniel Cláudio de Oliveira
Palavras-chave: Peptídeos antimicrobianos
Data do documento: 21-Mar-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BARCELOS, Divan Henrique Fernandes. Avaliação do potencial leishmanicida de bacteriocinas. 2018. 78 f. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências da Saúde, Vitória, 2018.
Resumo: As leishmanioses são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com 12 milhões de pessoas infectadas. Os tratamentos disponíveis embora eficientes, apresentam problemas como toxicidade, alto custo ou resistência pelo parasito. As bacteriocinas são peptídeos antimicrobianos produzidos no ribossomo por diversas bactérias. Sua ação de inibição in vitro já foi testada contra fungos, bactérias e protozoários, sendo por isso consideradas como uma substância de grande potencial biotecnológico. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a capacidade anti-leishmania das bacteriocinas A53; C55 e Nisina e da (substância inibitória do tipo bacteriocina) BLIS P16, contra as espécies de Leishmania infantum e Leishmania amazonensis. Os resultados de IC50 para L. amazonensis foram de: A53-24,78 μg/mL; C55-75,49 μg/mL e Nisina-3191 μg/mL. Já para o tratamento contra promastigotas de L. infantum foi observado IC50 de: A53-12,57 μg/mL; C55-44,31 μg/mL. Nisina-317,2 μg/mL e P16- 2,9 μg/mL. O tratamento contra amastigotas de L. infantum se mostrou mais eficiente que contra as formas promastigotas, apresentando um IC50 de 2,17 μg/mL para A53 e de 1,76 μg/mL para P16. Também foi avaliado a ação citotóxica de A53 e P16 sobre macrófagos da linhagem J774A.1, apresentando respectivamente IC50 de 9,75 μg/mL e de 6,6 μg/mL. Para se avaliar a interação entre a A53 e a P16 com a membrana externa de promastigotas de L. infantum foi realizada microscopia eletrônica de varredura, a qual demostrou que as substâncias testadas possuem a capacidade de alterar a morfologia externa do parasita. Foram realizados experimentos para se avaliar a capacidade do tratamento com P16 sobe a indução do estresse oxidativo em promastigotas de L. infantum. Foi verificado a capacidade de estimular apoptose nas formas promastigotas, bem como um estimulo a superprodução de espécies reativas de oxigênio (ROS) e uma interferência na progressão do ciclo celular. Os dados do presente trabalho demonstram que as bacteriocinas são promissoras para testes que visem o desenvolvimento de novas drogas contra as leishamanioses.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10082
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