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Título: Metodologia De Gestão Do Trabalho Em Saúde E A Qualidade Da Assistência Pré-Natal E Seus Desfechos Perinatais No Município De Vitória, Espírito Santo
Autor(es): RUSCHI, G. E. C.
Orientador: MIRANDA, A. E.
Coorientador: Zandonade, E
Data do documento: 27-Fev-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: RUSCHI, G. E. C., Metodologia De Gestão Do Trabalho Em Saúde E A Qualidade Da Assistência Pré-Natal E Seus Desfechos Perinatais No Município De Vitória, Espírito Santo
Resumo: A informatização da saúde e a implantação do Apoio Matricial (AM) em Saúde da Mulher são processos normativos de trabalho adotados no município de Vitória, Espírito Santo (ES), visando qualificar e aumentar a resolubilidade dos profissionais inseridos no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivos: Avaliar as dimensões de qualidade dos dados de prontuários eletrônicos de pacientes (PEP) gestantes acompanhadas na APS de Vitória, a influência do AM na determinação da qualidade da assistência pré-natal e compreender seu efeito na determinação dos desfechos perinatais adversos. Material e Métodos: Foram desenvolvidos dois estudos transversais, com abordagem quantitativa, a partir de uma amostra representativa, previamente calculada e selecionada aleatoriamente de prontuários de gestantes cadastradas nas unidades de saúde de Vitória-ES, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2014. O primeiro estudo avaliou as dimensões de qualidade dos dados do PEP (cobertura, não-duplicidade, acessibilidade, oportunidade, clareza metodológica, completude, consistência e confiabilidade); o segundo analisou a qualidade da assistência pré-natal a partir do número de consultas, início do pré-natal, procedimentos clínico-obstétricos e exames laboratoriais realizados. O terceiro estudo trata-se de um coorte com análise hierárquica multinível de prontuários de recém-nascidos de mães acompanhadas na APS de Vitória-ES, no mesmo período de 2013 a 2014, avaliando-se os desfechos perinatais adversos (prematuridade, baixo peso e morte neonatal precoce). Resultados: Na avaliação das dimensões de qualidade dos dados do PEP, a cobertura pré-natal, considerando o início do pré-natal, foi de 80%. Mesmo com a restrição de acesso, de oportunidade e a falta de clareza metodológica, a ficha clínica apresentou consistência e completude excelentes nos campos de procedimentos obstétricos e exames laboratoriais. A confiabilidade mostrou discordâncias com o Sistema de Informação de Nascidos Vivos. Ao se analisar a qualidade do pré-natal nota-se uma queda na adequação da assistência prestada à medida que o nível de análise se torna mais complexo. As variáveis que mostraram associação com a inadequação da qualidade de assistência foram: ter maior número de filhos (OR=0,63; IC95%=0,44-0,92), risco gestacional alto (OR=1,86; IC95%=1,02-3,38) e a ausência do apoio matricial (OR=1,50; IC95%=1,10-2,06). O modelo de análise hierarquizada inferiu que a chance de uma gravidez evoluir para um desfecho perinatal adverso aumenta quanto maior o número de gestações anteriores (OR=4,39; IC95%=1,93-10,0) e menor o número de consultas pré-natal realizadas (OR 4,99; IC95%=2,18-11,42). Não se observou efeito do AM sobre os desfechos. Conclusões: Há potencial do prontuário eletrônico como fonte de informação epidemiológica sobre a assistência pré-natal. Contudo, os dados sugerem que a presença do Apoio Matricial não influencia significativamente a completude do prontuário. Maior ênfase no preenchimento do prontuário e integração com outros níveis de atenção é necessária. A implantação e valorização de estratégias de reorganização dos serviços e das práticas, como o AM são determinantes da melhoria da qualidade na assistência prénatal, sendo necessária a ampliação do seu grau de apoio. Apesar do modelo hierárquico proposto demonstrar determinação direta de características sociodemográficas e obstétricas sobre os desfechos adversos, as características particulares da APS do município de Vitória-ES reduzem os efeitos positivos do AM.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10092
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