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Título: Consumo de refrigerante, frutose dietética e ácido úrico sérico: resultados da linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil)
Autor(es): SIQUEIRA, J. H.
Orientador: MOLINA, M. C. B.
Data do documento: 23-Mar-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SIQUEIRA, J. H., Consumo de refrigerante, frutose dietética e ácido úrico sérico: resultados da linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil)
Resumo: tendência secular de hiperuricemia coincide com importante aumento no consumo de bebidas industrializadas. Os objetivos deste trabalho foram identificar o consumo de refrigerante, suco de fruta natural sem adição de sacarose e frutose dietética, bem como analisar a associação entre o consumo dessas bebidas e frutose total e ácido úrico sérico em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto - ELSA-Brasil. Dos 15.105 participantes (35-74 anos) da linha de base, foram analisados dados de 7.173, de ambos os sexos, após exclusão dos que relataram fazer uso de medicações para gota, hipertensão e diabetes, cirurgia bariátrica prévia, consumo calórico implausível, extremos de índice de massa corporal e que relataram consumir refrigerantes diet. As variáveis explicativas foram o consumo de refrigerante, suco de fruta natural e frutose e os desfechos a presença de hiperuricemia (ácido úrico >7,0 mg/dL em homens e >6,0 mg/dL em mulheres) e a concentração de ácido úrico no soro. Foram testados modelos de regressão e adotado nível de significância de 5%. Observou-se que o consumo de refrigerante é maior em homens e diminui com o avançar da idade, ao contrário do observado para o consumo de suco de fruta natural sem adição de sacarose. Já o consumo de frutose dietética é maior em homens e aumenta com o avançar da idade. Em homens, após ajuste por variáveis de confusão, o consumo diário de uma porção de refrigerante (250mL) quase dobrou a chance de hiperuricemia (OR= 1,89; IC95% 1,39-2,57). Em mulheres, o consumo de &#8805;0,1 a <1,0 porção de refrigerante/dia foi associado a maiores chances de hiperuricemia (OR= 1,61; IC95% 1,18-2,18). Em homens, o alto consumo de frutose (OR= 1,30, IC95% 1,00-1,68) e, em mulheres, o moderado (OR= 1,48, IC95% 1,03-2,14) e o alto consumo (OR= 1,47, IC95% 1,00-2,20) foram associados à presença de hiperuricemia. Todas as categorias de consumo de refrigerante foram associadas linearmente com aumento do ácido úrico sérico, porém o consumo de suco de fruta natural sem adição de sacarose não foi estatisticamente associado aos níveis séricos de ácido úrico e hiperuricemia. Nossos achados sugerem que o consumo de refrigerantes e frutose dietética está associado positivamente a maior chance de ocorrência de hiperuricemia e a níveis mais elevados de ácido úrico em amostra de adultos brasileiros
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10105
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