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Título: Classificações de Risco Gestacional e Desigualdades Sociais em Saúde
Autor(es): GARCIA, E. M.
Orientador: SANTOS NETO, E. T.
Data do documento: 30-Mai-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GARCIA, E. M., Classificações de Risco Gestacional e Desigualdades Sociais em Saúde
Resumo: A classificação do risco gestacional vem sendo utilizada como instrumento para identificação dos condicionantes de risco e, em consequência, conduzindo o planejamento dos cuidados dispensados à gestante, tornando-o um regulador do cuidado pré-natal. Diante dessa temática, as desigualdades sociais em saúde ganham nítida relevância e surgem como sinalizadores para a saúde materna. O objetivo deste estudo foi analisar as classificações do risco gestacional e as desigualdades sociais em saúde em duas regiões do estado do Espírito Santo, Brasil. Estudos transversais com representação da população do Sistema Único de Saúde (SUS). As análises foram realizadas com base na conjugação dos dados de 1035 puérperas oriundas da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) - Espírito Santo (ES) e 742 puérperas da Microrregião São Mateus (MRSM) - ES, com base nos cálculos de frequências absoluta e relativa e de intervalo de confiança de 95%. Foram verificados os níveis de concordância entre dois métodos de classificação do risco gestacional Ministério da Saúde (MS) e Organização PanAmericana de Saúde (OPAS) e o Autorrelato, por meio dos testes de Kappa e Kappa ajustado pela prevalência, além da análise bivariada utilizando o teste Qui-quadrado de associação de Yates e a Regressão Logística Multivariada para as variáveis com nível de significância menor que 20%, permanecendo no modelo final as variáveis explicativas com nível de significância menor que 5%. Os fatores que mais contribuíram com a classificação da mulher nos níveis de risco gestacional no método do MS foram: situação conjugal insegura (19,2%), peso pré-gestacional inadequado (17,7%), fumo e álcool (17,7%), o intervalo interpartal <2 anos (25,4%) e exposição ao risco ocupacional (27,0%), enquanto na classificação risco gestacional da OPAS foram os problemas de saúde bucal na gestação (42,2%). Em ambos os métodos, a história de aborto (18,5% - MS e 22,8% - OPAS), a cirurgia uterina anterior (49,8% - MS e OPAS), ganho de peso inadequado e muito inadequado (67,1%), infecção de urina (27,8%), anemia (29,5%) e a hipertensão gestacional (10,2%) foram os que mais colaboraram para classificação do risco gestacional. A concordância entre o método de classificação de risco do MS e da OPAS foi moderada (Kappa= 0,45; p-valor <0,05) e ruim entre o método do MS e o autorrelato (Kappa 0,05; p-valor<0,05) e a OPAS e o autorrelato (Kappa 0,01; pvalor<0,05). Encontrou-se associação entre alto risco gestacional classificado pelo método do MS e o local de moradia da mulher na RMGV-ES (OR=1,74; IC 95%: 1,32- 2,28), a chefia da mulher na família (OR=3,03; IC 95%: 1,64-5,61), a escolaridade da chefia familiar menor que cinco anos (OR=1,58; IC 95%: 1,14-2,20) e o recebimento do benefício social Bolsa Família (OR=1,46; IC 95%: 1,04-2,03). As condições que emergem na avaliação do risco gestacional, quando controladas ou eliminadas, podem contribuir para uma gestação sem muitas intervenções e com desfechos favoráveis. Porém, é necessário ampliar o escopo dos fatores sociais que compõem a classificação de risco, visto que o estudo evidenciou outros fatores sociais os quais também podem ser produtores do risco gestacional.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10115
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