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Título: Processo de Trabalho do Agente Comunitário de Saúde: nas entrelinhas da revisão
Autor(es): DOMINGUES, C. C.
Orientador: WANDEKOKEN, K. D.
Coorientador: ARAUJO, M. D.
Data do documento: 6-Abr-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: DOMINGUES, C. C., Processo de Trabalho do Agente Comunitário de Saúde: nas entrelinhas da revisão
Resumo: Esta dissertação apresenta uma revisão integrativa que tem como objetivo discutir a forma de abordagem do processo de trabalho do Agente Comunitário de Saúde (ACS), por meio da análise das publicações científicas no período de 2000 a 2015, com foco nas dimensões macro e micropolíticas. Além disso, analisamos as potencialidades e os desafios apontados na execução do processo de trabalho do ACS, identificadas na revisão integrativa. Foram consultados 7841 trabalhos, entre artigos, dissertações e teses, dos quais 51 foram selecionados, conforme os critérios adotados. Entre os aspectos da dimensão macro, encontramos: atribuições do ACS; vínculo trabalhista; processo de reestruturação produtiva; remuneração, entre outros. Já na dimensão micropolítica: vínculo com a comunidade; trabalho em equipe; governabilidade; valorização profissional, entre outros. Entre as potencialidades, elaboramos algumas categorias: trabalhador estratégico para mudança do modelo assistencial vigente; produção de um cuidado-cuidador; elo entre equipe e comunidade; papel social; ações de prevenção e promoção; ação intersetorial; liderança; conhecedor do território; criam estratégias de enfrentamento. Constatamos que o ACS é um trabalhador "sui generis", de identidade comunitária e que realiza atividades que extrapolam o campo da saúde. Além disso, trata-se de um trabalhador que, a partir da singularidade de suas ações e de suas potencialidades, contribui para a concretização do que propõe a política de saúde pública. Entre os desafios, encontramos: falta de uma clara definição sobre as atribuições; qualificação profissional precária; riscos sociais e ambientais no trabalho; precarização do trabalho; sobrecarga de trabalho; sub utilização; baixa remuneração, entre outros. Constatamos que frente a estes desafios, o ACS vivencia sentimentos de impotência, desgaste, desmotivação e sofrimento psíquico. Assim, se faz necessária a estruturação de estratégias que possibilitem maior empoderamento e autonomia a este profissional, como é a proposta da Educação Permanente, de forma a discutir os aspectos macro e micropolíticos do cotidiano.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10120
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