Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10163
Título: Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização
Autor(es): Bacellar, Andreza Mourão Lopes
Orientador: Paula, Kely Maria Pereira de
Palavras-chave: Dor
Catastrofização
Hospitalização
Crianças
Adolescentes
Data do documento: 24-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BACELLAR, Andreza Mourão Lopes. Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização. 2018. 170, [28] f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais. BACELLAR, Andreza Mourão Lopes. Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização. 2018. 170, [28] f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais. BACELLAR, Andreza Mourão Lopes. Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização. 2018. 170, [28] f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais. BACELLAR, Andreza Mourão Lopes. Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização. 2018. 170, [28] f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais. BACELLAR, Andreza Mourão Lopes. Avaliação da dor pediátrica e do pensamento de catastrofização no processo de hospitalização. 2018. 170, [28] f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais.
Resumo: A dor pediátrica comumente se faz presente no contexto hospitalar devido a doenças e procedimentos invasivos inerentes ao processo. Cabe aos profissionais de saúde avaliar e manejar adequadamente essa experiência. Nesse processo, também é relevante identificar a presença de pensamentos de catastrofização da dor, que podem dificultar a forma como os pacientes lidam com a doença, o tratamento ou a internação. Para tanto, a pesquisa teve por objetivo geral analisar as relações entre dor pediátrica e pensamento de catastrofização em amostra de quatro hospitais públicos da Grande Vitória, ES, sendo dois de atendimento pediátrico. Esta tese está organizada em três estudos. O Estudo 1 apresenta a caracterização da dor pediátrica, em termos de prevalência, epidemiologia, avaliação e manejo, de acordo com crianças/adolescentes, seus acompanhantes e equipe de saúde (Medicina e Enfermagem); no Estudo 2 foi analisada a percepção dos profissionais sobre tratamento da dor e repercussão dessa experiência no desenvolvimento infantil; e, por fim, no Estudo 3, as relações entre dor e pensamento de catastrofização dos pacientes e acompanhantes. A amostra incluiu dados de 253 pacientes (37 neonatos, 94 lactentes, 54 pré-escolares, 49 escolares e 37 adolescentes), 228 acompanhantes, 28 médicos e 67 profissionais da equipe de enfermagem, avaliados por roteiros de entrevista e coleta de dados do prontuário, Escala de Faces da DorRevisada (Faces Pain Scale-revised - FPS-R), Escala Numérica de Dor (Numerical Rating Scale NRS), Mapa Corporal (Body Map), Escala de Catastrofização da Dor para Crianças (Pain Catastrophizing Scale for Children - PCS-C) e Escala de Catastrofização da Dor para os Pais (Pain Catastrophizing Scale for Parents PCS-P). Estatísticas descritiva e correlacional foram adotadas, com uso dos testes Qui-quadrado, concordância Kappa e Mcnemar, correlação de Pearson, t de amostras independentes, pareado e regressão linear, além de análise qualitativa de dados de entrevista. O Estudo 1 apontou que 66% das crianças/adolescentes relataram dor moderada a grave nas últimas 24 horas de internação. Os familiares identificaram dor em 41,2%, a equipe de enfermagem em 33,7%, e médicos em 29,6%. Com base na percepção sobre a presença de dor, constatou-se concordância moderada entre pacientes e acompanhantes (kappa = 0,5), razoável com os médicos (kappa = 0,3) e baixa com a enfermagem (kappa = 0,1). Pacientes e acompanhantes utilizaram mais descritores da dor relativos à intensidade, e profissionais indicaram mais a dor do tipo aguda-processual. Na maioria dos casos, a dor foi avaliada e manejada pela equipe, principalmente por medidas farmacológicas. No Estudo 2, identificou-se que a maioria dos profissionais não tinha formação específica na área da dor, mas relatou a importância de tratá-la devido ao impacto no desenvolvimento; aqueles com menor tempo de experiência consideraram que a dor da criança é diferente do adulto, já aqueles com maior tempo indicaram que essa experiência é igual. No Estudo 3, altos níveis de catastrofização da dor foram encontrados para pacientes pediátricos e acompanhantes, sendo maior para crianças do que adolescentes. Intensidade e catastrofização da dor dos pacientes relacionaram-se positivamente (r = 0,424). Idade, ruminação dos acompanhantes e tempo de internação foram preditoras da catastrofização da dor. Conclui-se que a amostra investigada sentiu dor no período avaliado, manejada predominantemente por medidas farmacológicas, acompanhadas pela forte presença de pensamentos de catastrofização relacionados à idade, dor vivenciada e sentimentos dos acompanhantes. Esses dados alertam parafuturas investigações que visam o controle adequado da dor pediátrica, capacitação da equipe de saúde e programas que instrumentalizem o paciente no enfrentamento adaptativo de situações estressantes como a dor e a hospitalização. O estudo também contribui com as pesquisas que mapeiam e analisam a prevalência da dor pediátrica em hospitais públicos no país.
Pediatric pain is commonly present in hospital environments due to sickness and invasive procedures inherent to the hospitalization process. Health professionals are the ones responsible for properly measuring and managing this experience. In this process, it is also relevant to identify the presence of catastrophizing thoughts of pain that can hinder the way the patients deal with the sickness, the treatment or the pain. Therefore, this research had as general goal to analyze the relationship among pediatric pain and catastrophic thoughts with data sampled from four public hospitals of Greater Vitoria Area (in Espirito Santo State, Brazil), two of them being pediatric hospitals. This thesis is organized in three studies. Study 1 shows a description of the pediatric pain in terms of prevalence, epidemiology, evaluation and management according to the children/teenagers, their parents and the health professionals (Physicians and Nurses); in Study 2 the professionals’ perception about pain treatment and the repercussion of its experience in infant development was analyzed; lastly, in Study 3 the relationship between pain and catastrophizing thoughts of patients and their companions. The sample collected contains data of 253 patients (37 newborn, 94 infants, 54 pre-schoolers, 49 schoolers and 37 teenagers), 228 companions, 28 physicians and 67 professionals from the nursing team, evaluated by scripted interviews and data sampled from medical records, Faces Pain Scale-revised - FPS-R, Numerical Rating Scale – NRS, Body Map, Pain Catastrophizing Scale for Children - PCS-C, Pain Catastrophizing Scale for Parents – PCS-P. Descriptive and correlational statistics were adopted with the use of Chi-square test, combination of Kappa e Mcnemar, Pearson correlation, t test of independente samples, paired and linear regression, in addition to qualitative analysis of interview data. Study 1 pointed out that 66% of children/teenagers report moderate to intense pain in the last 24 hours of hospitalization. Family members identified pain in 41,2%, the nursing team in 33% and the physicians in 29,6%. Based on the perception of pain presence, it was found moderate concordance in patients with companions (kappa = 0,5), reasonable with physicians (kappa = 0,3) and low with nurses (kappa = 0,1). Patients and companion used more pain descriptors related to intensity, and professionals indicated more of the acute-procedural paint type. In most of the cases, the pain was evaluated and managed by the team, mainly with pharmacological treatment. In Study 2, it was identified that the majority of the professionals did not have specific training in the pain field but reported the importance in treating it due to its impact in the patients development; those with less experience consider that pain in a child is different from the pain in an adult, but those with more experience indicate they are equal. In study 3, high levels of pain catastrophization were found in pediatric patients (being greater for children than teenagers) and their companions. Intensity and pain catastrophization of the patients relate positively (r = 0,424). Age, companions’ rumination and duration of hospitalization were predictors of pain catastrophization. It was concluded that the patient sample examined felt pain during the evaluation period, which was managed mostly with pharmacological treatments, was accompanied by the strong presence of catastrophic thoughts related to age, pain experience and companions’ feelings. These data alert future studies that aim to properly control of pediatric pain, training of the health professional and programs that instrumentalize the pacient in the adaptive coping of stressful situations as pain and hospitalization. The study also contributes with researches that maps and analyse the prevalence of pediatric pain in public hospital in the country.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10163
Aparece nas coleções:PPGP - Teses de doutorado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_8203_Tese Andreza Mourão Lopes Bacellar - PPGP.pdf2.46 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.