Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10197
Título: Fatores de Risco Cardiovascular: um Estudo em Agricultores do Espírito Santo
Autor(es): LUZ, T. C.
Orientador: SALAROLI, L. B.
Coorientador: BEZERRA, O. M. P. A.
Data do documento: 5-Abr-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LUZ, T. C., Fatores de Risco Cardiovascular: um Estudo em Agricultores do Espírito Santo
Resumo: As populações rurais têm modificado os seus hábitos alimentares e de vida ao longo dos anos, tendo como consequência o aumento da ocorrência de doenças cardiovasculares. Ainda são escassos os estudos que descrevem como esses fatores de risco estão distribuídos nessas populações. Em vista disso, este estudo tem por objetivo estimar a prevalência de fatores de risco cardiovascular na população de agricultores de Santa Maria de Jetibá e a associação com as variáveis sociodemográficas, ocupacionais, estilo de vida e indicadores antropométricos. Trata-se de um estudo epidemiológico de base populacional e delineamento transversal, desenvolvido com agricultores familiares da área rural da cidade de Santa Maria de Jetibá/ES. Foi aplicado questionário e realizadas avaliações hemodinâmica e antropométrica, assim como exames bioquímicos. Dentre os dados coletados foram escolhidos como desfechos quatro fatores de risco cardiovascular definidos nos estudos de Framingham (hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo e glicemia de jejum). Dos 790 participantes do estudo 52,3% (n=413) eram do sexo masculino, 88,9% eram brancos (n=702), 31% se encontravam na faixa etária de 30 a 40 anos (n=444) e 67,5% tinham entre zero e quatro anos de estudo. Em relação aos fatores de risco cardiovascular, hipertensão foi mais prevalente nos homens (p<0,001), e dislipidemia foi mais prevalente nas mulheres (p= 0,036). O número de fatores de risco cardiovascular associou-se à idade (p<0,001), escolaridade (p<0,001), posse da terra (p=0,003), total de horas de trabalho semanal (p=0,004), tempo de trabalho como agricultor familiar (p<0,00), índice de massa corporal (p<0,001), perímetro da cintura (p=0,005) e dobra cutânea tricipital (p=0,001). Ter mais de 30 anos de trabalho como agricultor aumentou a chance de ter dois ou mais fatores de risco cardiovascular em 10,72 vezes (OR 2,92, IC 1,365 84,301); Perímetro da cintura elevado aumentou a chance em 2,43 vezes de ter dois ou mais fatores de risco cardiovascular (OR:2,431, IC 1,526-3,874); Dobra cutânea tricipital aumentou a chance de ter dois ou mais fatores de risco cardiovascular em 1,54 vezes (OR: 1,539, IC: 1,013-2,339). Os resultados demonstram que os agricultores familiares estão expostos a fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Sendo importante a criação de políticas públicas no SUS que atendam as demandas específicas desta população.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10197
Aparece nas coleções:PPGNS - Dissertações de mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
tese_12260_Dissertação Tamires Luz.pdf
  Restricted Access
1.31 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir    Solictar uma cópia


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.