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Título: Avaliação da Resistência a Antibióticos em Isolados de Escherichia coli Provenientes de Esgotos Hospitalar e Sanitário
Autor(es): DEPIZZOL, F.
Orientador: CASSINI, S. T. A.
Palavras-chave: Esgotos-Hospitais - Eliminação de resíduos-Hospitais
Data do documento: 26-Jun-2006
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: DEPIZZOL, F., Avaliação da Resistência a Antibióticos em Isolados de Escherichia coli Provenientes de Esgotos Hospitalar e Sanitário
Resumo: A presença de fármacos em águas residuárias, entre eles os antibióticos, tem sido alvo de questionamentos e pesquisas nas áreas de saúde pública e ambiental, devido, principalmente, ao potencial desenvolvimento de bactérias resistentes e sua persistência no meio ambiente. Este trabalho teve por objetivo isolar bactérias da espécie Escherichia coli, de esgotos sanitário e hospitalar, verificando o nível de resistência dos isolados a antibióticos específicos. O esgoto bruto sanitário (EBS) apresentou características médias de 97mg/L (SST), 368mg/L (DQOt) e 220mg/L (DBO5). Enquanto que o esgoto bruto hospitalar (EBH-1 e EBH-2) apresentou características médias de 367mg/L (SST), 798mg/L (DQOt), 270mg/L (DBO5) e características de 113mg/L (SST), 320mg/L (DQOt) e 172mg/L (DBO5), respectivamente. O pH esteve próximo à faixa neutra para todas as amostras analisadas. Em relação aos coliformes totais e E. coli, o esgoto bruto hospitalar e o sanitário apresentaram em média de 107 e 106NMP/100mL, respectivamente. O máximo de polirresistência encontrada na Estação de Tratamento de Esgoto - UFES (ETE-UFES) foi a 6 antibióticos (EBS e UASB) e a 7 antibióticos no efluente final. Já para o esgoto hospitalar foi a 9, 8, 11 e 7 antibióticos, respectivamente para o EBH- 1, saída do filtro-1, EBH-2 e saída do filtro-2. Enquanto que no tanque de desinfecção observou-se resistência múltipla a 12 antibióticos. Para o antibiótico, penicilina, foi observada resistência em 100% das bactérias isoladas. Notou-se que o número de resistências nas linhagens das amostras do esgoto hospitalar foi significativamente maior quando comparado ao das amostras do esgoto sanitário. Houve um aumento significativo de E. coli resistentes aos antibióticos eritomicina, e sulfametoxazol, pós-tratamento da ETE-UFES, enquanto que no sistema tanque séptico-filtro anaeróbio-1, houve uma redução significativa de E. coli resistentes aos antibióticos neomicina, e amicacina pós-tratamento. Já no sistema tanque sépticofiltro anaeróbio-2, verificou-se uma redução significativa de cepas E. coli resistentes aos antibióticos, tetraciclina, ciprofloxacina e ácido nalidixo. As bactérias resistentes a antibióticos quando submetidas à ação da luz ultravioleta foram mais resistentes quando comparadas às bactérias sensíveis, entretanto, deve-se levar em consideração o pequeno número de testes analisados neste estudo. Portanto, estas bactérias que apresentam perfis característicos de resistência a antibióticos podem apresentar um sério risco ambiental na medida em que estas cepas de bactérias coliformes podem disseminar a resistência para outras bactérias, inclusive aquelas caracteristicamente patogênicas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10284
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