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Título: Um estudo crítico do sexismo: modelos mentais em notícias sobre violência contra a mulher
Autor(es): SOUZA, G. L.
Orientador: TOMAZI, M. M.
Data do documento: 3-Ago-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SOUZA, G. L., Um estudo crítico do sexismo: modelos mentais em notícias sobre violência contra a mulher
Resumo: Em nossos dias, observa-se que o atendimento às mulheres, vítimas de agressão, é uma realidade crescente e o Brasil ocupa a 7ª (sétima) posição nesses casos de violência, num grupo de 87 países. No tocante ao território capixaba, o Estado do Espírito Santo ocupa o 1º lugar do Brasil nesse tipo de violência. Diante dessa realidade social, esta pesquisa objetiva-se investigar a maneira como as estruturas discursivas e as estratégias linguísticas funcionam na reprodução do sexismo, na legitimação do poder e do abuso de poder, na manipulação e no papel da mídia, ou seja, na produção discursiva da relação de dominação e controle mental que um grupo pode exercer sobre o outro por meio do discurso. Justifica-se a pesquisa na medida em que a mídia controla o que é dito e como é dito e, portanto, assume o poder de prover a sociedade de informações consideradas importantes, ao mesmo tempo em que atua ideologicamente produzindo manobras manipulativas para construir alguns modelos mentais e não outros. Este trabalho resulta de estudos situados na abordagem sociocognitiva da Análise Crítica do Discurso, em diálogo com as teorias de gêneros sociais sobre sexismo. A seleção do corpus teve por critério as reportagens publicadas no jornal A Gazeta, no período de janeiro a dezembro de 2013, cujo tema é a violência contra a mulher em suas relações afetivo-conjugais. A hipótese que esta pesquisa procura verificar é a de que o jornal capixaba, ao publicar reportagens sobre violência contra as mulheres, constrói um discurso que atua diretamente na reprodução de modelos mentais sexistas garantindo uma hegemonia patriarcal e masculinizada. Para a análise dos dados, optou-se por uma metodologia quantitativa, para comprovar o alto número de casos reportados de violência doméstica contra a mulher, e, em seguida, o procedimento metodológico foi qualitativo-interpretativo, orientado pelo caráter teórico-analítico da vertente sociocognitiva de Análise Crítica do Discurso. Os resultados demonstram que a ideologia sexista está presente na construção jornalística e pode influenciar diretamente os leitores do jornal, por meio de modelos mentais privilegiados pela elite simbólica e estratégias de polarização discursiva que representam a mulher numa condição de minoria e de grupo social que não faz parte da elite dominante.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10361
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