Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10371
Título: "A lama que rolou de cima" : alguns desdobramentos sociopolíticos e sociotécnicos sobre as águas do rio Doce e do Oceano Atlântico na região da Foz, após o rompimento da barragem de Fundão-MG
Autor(es): Silva, Bianca de Jesús
Orientador: Creado, Eliana Santos Junqueira
Data do documento: 16-Abr-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Após o rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco na cidade de Mariana- MG, em 05 novembro de 2015, vários municípios no estado do Espírito Santo foram atingidos pelos rejeitos, através do seu carreamento pelo rio Doce e pelas chuvas, o que gerou consequências em diversos âmbitos em todo o curso do rio Doce e da zona costeira desse estado. Dentre as regiões afetadas vamos nos ater ao caso da Foz do rio Doce, e imediações, no litoral do estado do Espírito Santo, onde se encontra a Foz do rio Doce. Durante as saídas de campo na Vila ou acompanhando outros agentes humanos da lama, em outras instâncias, pudemos observar disparidades entre as práticas de conhecimentos empírico-locais e tecnocientíficos em relação às condições das águas. Com isso, buscamos evidenciar a construção dessas práticas de conhecimento, refletindo sobre a construção da ciência, propondo uma abordagem a partir da antropologia, buscando dialogar também um pouco com a sociologia dos desastres. Para analisar as práticas de conhecimento tecnocientífico, utilizamos reportagens reunidas em banco de dados e acompanhamos eventos e reuniões em universidades do Espírito Santo e audiências públicas, e documentos, dentre eles laudos e relatórios. Especificamente sobre a análise das práticas de conhecimento empírico-locais, foi realizada a partir observação direta em Regência Augusta, Areal e Entre Rios. A proposta está centrada na discussão sobre as disputas sobre os (possíveis e reais) efeitos dos rejeitos, discutindo de que forma estão elas sendo acionadas no caso da contaminação/toxicidade da água a partir do derramamento de rejeitos de mineração da Samarco.
After the rupture of the Fundão ore tailings dam, in the city of Mariana-MG, on November 5, 2015, several municipalities in the state of Espírito Santo were affected by the tailings, through their transport by the Rio Doce River and by the rains, which generated consequences in different scopes across the entire course of the Rio Doce River Valley and the coastal zone of Espírito Santo. Among the affected regions, we will focus on the case of the mouth of Doce River, on the coast of the state of Espírito Santo, where the river mouth of this river is located. During the field trips in the village or in other situations with the human agents involved with the mud, we could observe disparities between empirical-local and technoscientific knowledges-and-practices, in relation to the water conditions. Thereby, we have tried to analyze the construction of those knowledge practices, reflecting on the construction of science, proposing an approach based on anthropology, and sociology of disasters. To analyze the technoscientific knowledge practices, we used reports gathered in databases, we followed events and meetings at universities in Espírito Santo, and also public hearings, and a lot of documents, like technical and scientific reports. Specifically, on the analysis of empirical-local knowledges-and-practices, it was made direct observation in Regência Augusta, Areal e Entre Rios. The proposal is centered on the discussion about disputes about the (possible and real) effects of tailings, discussing how they are being triggered in the case of water contamination / toxicity from tailings dam.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10371
Aparece nas coleções:PPGCSO - Dissertações de mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_12018_Bianca Silva - final-ago2018-paracompartilhar.pdf2.12 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.