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Título: AVALIAÇÃO DA VIRULÊNCIA DE ISOLADOS DOS GENÓTIPOS T3, T4 E T5 DE Acanthamoeba PROVENIENTES DE AMOSTRAS CLÍNICAS E AMBIENTAIS
Autor(es): MELO, D. V. F.
Orientador: FALQUETO, A.
Palavras-chave: Acanthamoeba
Isolado clínico
isolado ambiental
efeito cit
Data do documento: 23-Mar-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MELO, D. V. F., AVALIAÇÃO DA VIRULÊNCIA DE ISOLADOS DOS GENÓTIPOS T3, T4 E T5 DE Acanthamoeba PROVENIENTES DE AMOSTRAS CLÍNICAS E AMBIENTAIS
Resumo: O gênero Acanthamoeba compreende protozoários que estão amplamente distribuídos nos mais diversos ambientes e por todos os continentes e que são capazes de causar infecções em seres humanos, como a ceratite e a encefalite granulomatosa. A patogênese da Acanthamoeba constitui-se de um processo multifatorial, com fatores que envolvem tanto a ameba quanto o hospedeiro, porém, esse mecanismo de patogenicidade ainda não está totalmente elucidado. O Objetivo desse trabalho foi identificar a virulência de seis isolados de origens clínica e ambiental de Acanthamoeba, com três genótipos diferentes, T3, T4 e T5 representando os 20 tipos atualmente descobertos, e com duas doses de amebas sobre três tipos diferentes de linhagens celulares de mamíferos, MDCK, VERO e CHO, para testes de efeito citotóxico e de efeito citopático. Amostras clínicas provenientes de cultura de raspados de córnea de pacientes com diagnóstico de ceratite amebiana e as amostras ambientais procedentes de saída de torneira, de água de inundação e de poeira, foram coletadas e axenizadas entre os anos de 2014 a 2017. Considerando que o cultivo prolongado de isolados de Acanthamoeba pode provocar a diminuição ou possível perda da virulência, foi realizada a passagem das amebas em linhagem celular do tipo MDCK para reativar a virulência dos isolados em cultivo prolongado. O efeito citotóxico demonstrou que existe diferença de resultados a depender da linhagem celular utilizada, mas não dos isolados. A passagem em linhagem celular MDCK foi capaz de provocar o aumento da virulência dos isolados Mnus4 (T3-ambiental), Krt15.DFNL (T3-clínico), Krt12.ROS (T4-clínico) e Krt16.PEN (T5-clínico) nos testes de citotoxicidade. Nossos resultados demonstraram que a linhagem celular mais susceptível ao meio condicionado (efeito citotóxico) foi a MDCK, seguida de VERO e CHO. Entretanto, para o ensaio de citopatogenicidade, CHO foi a mais susceptível a exposição aos trofozoítos de Acanthamoeba, seguida de VERO e MDCK. No efeito citopático, os resultados variaram de acordo com o isolado utilizado, com a dose utilizada de trofozoítos e com a passagem em linhagem celular. O aumento do número de trofozoítos de ameba em incubação com as linhagens celulares foi capaz de provocar um aumento na virulência dos isolados dos três genótipos no teste de efeito citopático, sobre, principalmente, as linhagens VERO e CHO. No teste de efeito citopático, o genótipo mais virulento foi o T5, seguido de T4 e T3, sendo o isolado mais virulento o A3P4 (T5) de origem ambiental. Dessa forma, conclui-se que os resultados obtidos com os testes de efeito citopático e citotóxico com as diferentes linhagens de células de mamífero têm variações relacionadas ao tipo de linhagem celular de mamífero utilizada, bem como com as características inerentes de cada isolado. Assim, os resultados aqui obtidos poderão ser auxiliares para o planejamento de futuras pesquisas relacionadas aos estudos da patogenicidade da Acanthamoeba.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10378
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