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Título: ÁCIDO Úrico e Fatores de Risco Cardiovasculares no Final da Infância e Início da Adolescência
Autor(es): PECANHA, M. A. S.
Orientador: FARIA, E. R.
Coorientador: RODRIGUES, M. C.
Data do documento: 1-Out-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PECANHA, M. A. S., ÁCIDO Úrico e Fatores de Risco Cardiovasculares no Final da Infância e Início da Adolescência
Resumo: O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre o ácido úrico e os fatores de risco cardiovasculares no final da infância (8-9 anos) e início da adolescência (10-14 anos), de escolares da região de Maruípe no município de Vitória-ES. Trata-se de estudo transversal, observacional por conveniência com 296 crianças e adolescentes, de ambos os sexos, de 9 escolas públicas do município de Vitória-ES. Foram realizadas avaliações antropométricas, hemodinâmicas e bioquímicas (jejum de 12 h), a coleta de sangue foi utilizada para determinar a glicemia de jejum, insulina plasmática, colesterol total e frações (HDL e LDL), triglicerídeos plasmáticos (TGC), ácido úrico (AU), insulina plasmática, proteína C reativa e leucócitos totais. A resistência à insulina foi avaliada realizando-se o cálculo do índice HOMA-IR. Foram obtidas medidas de peso, estatura, perímetro da cintura (PC), perímetro do quadril (PQ) e percentual de gordura corporal (%GC). Na avaliação para o ácido úrico foram considerados elevados os valores acima do percentil 90 de acordo com cada fase e sexo. As análises estatísticas foram realizadas pelo Teste de Kolmogorov-Smirnov, Teste do Qui-quadrado ou Teste Exato de Fischer, Teste de Mann Whitney, Correlação de Pearson ou Spearman e modelos de regressão logística simples e múltiplo. O nível de significância adotado foi p<0,05. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal do Espírito Santo (parecer n° 1.565.490) e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e Assentimento foi assinado pelos participantes e seus responsáveis. Observou-se que a amostra foi composta de 54,4% (n=161) do sexo feminino, tendo como média de idade 10,7 ± 2,0 anos e 54,0% (n=159) eram adolescentes. Quando avaliado as prevalências de inadequações antropométricas e composição corporal de acordo com a classificação de ácido úrico segundo as fases, tanto na infância quanto na adolescência, o excesso de peso, PC, PQ, relação cintura estatura (RCE) e excesso de gordura corporal apresentaram maior prevalência em relação ao ácido úrico elevado, e nas alterações bioquímicas e clínicas. Na infância a significância manifestou-se no HDL, insulina e resistência à insulina, e na adolescência com a pressão arterial, LDL, insulina e resistência à insulina. A correlação entre os níveis de ácido úrico com a composição corporal, bioquímica e clinica, foram moderadas na infância com peso, RCE, PQ, %GC, e de forma negativa com o HDL. A regressão simples na infância indicou que o IMC, PC, PQ, RCE, %GC, Índice HOMA-IR elevados e HDL baixo, e na adolescência IMC, PQ, RCE, %GC, PA, LDL e Índice HOMA-IR demonstraram maior chance de apresentarem ácido úrico elevado. No modelo de regressão logística múltipla para remoção do efeito, observou-se que nenhuma variável se manteve associada. Conclui-se que crianças e adolescentes com ácido úrico elevado não apresentaram associação para fatores de risco cardiovascular. No entanto, nota-se valores mais elevados de ácido úrico nos indivíduos avaliados com inadequação dos parâmetros antropométricos e de composição corporal.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10515
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