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Título: Tratamento eletrolítico da água residuária do café: otimização e modelagem
Autor(es): GARDIMAN JUNIOR, B. S.
Coorientador: REIS, E. F.
Palavras-chave: Água Residuária do Café
Eletroflotação
Data do documento: 4-Dez-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GARDIMAN JUNIOR, B. S., Tratamento eletrolítico da água residuária do café: otimização e modelagem
Resumo: O café é um dos produtos mais importantes na balança comercial, representando grande expressividade na economia brasileira. Visando a agregação de valor ao produto, realiza-se o processamento via úmido dos grãos (despolpa), o que gera grandes volumes de efluentes (águas residuárias do café - ARC), ricos em compostos orgânicos e inorgânicos capazes de promover degradação ambiental do solo e da água quando tratados incorretamente. Neste sentido, objetivou-se propor um sistema eletrolítico com placas de alumínio operando em fluxo contínuo no tratamento da ARC sem e com recirculação, ARC 1 e ARC2, respectivamente. Para tanto, inicialmente conduziram-se 12 (doze) experimentos em modo batelada para cada uma das ARCs seguindo um delineamento inteiramente casualisado, em esquema de parcelas sub-subdivididas, com duas repetições. Nas parcelas o fator distância de placas em três níveis (DP = 10, 20 e 30 mm) foi avaliado, nas subparcelas o fator densidades de correntes em quatro níveis (DC = 25, 50, 75 e 100 A m-2) e nas sub-subparcelas o fator tempo de detenção ou retenção hidráulico do efluente no reator em dez níveis (Tempo: 0, 60, 121, 183, 247, 312, 378, 446, 516 e 586 s), para a ARC1 e onze níveis para ARC2 (Tempo: 0, 300, 606, 918, 1237, 1562, 1894, 2234, 2580, 2934 e 3296 s). O reator utilizado foi construído em vidro com dimensões internas de 8,15 cm de largura, 13,8 cm de comprimento e 8,9 cm de profundidade, possuindo um volume de 1000 cm3. Avaliou-se a eficiência de remoção dos poluentes e os custos operacionais envolvidos no tratamento das ARCs. Após o emprego das técnicas de otimização, constatou-se que: as médias das condições ótimas de operação, refletindo a maior remoção das variáveis monitoradas, são em intervalos de Tempo de 376 segundos, DC de 70 A m-2 e DP de 26 mm para a ARC1, e intervalos médios de Tempo de 2614 segundos, DC de 63 A m-2 e DP de 21 mm para a ARC2. Em experimentos posteriores para a validação do sistema em fluxo contínuo nas condições otimizadas, obteve-se para a ARC1 uma remoção de 68,35%, 25,55% e 3,68%, para a turbidez, sólidos totais e DQO, respectivamente. Já para a ARC2, a remoção apresentou valores de 95,85%, 24,34% e 9,71%, para a turbidez, sólidos totais e DQO, respectivamente. Maiores taxas de remoção foram evidencias para a ARC1 para as variáveis turbidez e sólidos totais (133 NTU min-1 e 143,5 mg L-1 min-1, para turbidez e sólidos totais, respectivamente), devido ao menor tempo de tratamento. Para a ARC2, maiores taxas de remoção foram detectadas para a DQO (42 mg L-1), demonstrando que a degradação dos seus percursores acontece em Tempos mais longos. Maiores consumos elétricos na remoção dos poluentes (11,16 kW.h m-3) e custo operacional de tratamento (R$ 4,2 m-3) foram evidenciados para a ARC2, ocasionados pela elevada concentração das variáveis nesse efluente. Para a ARC1, o custo operacional do tratamento, nas condições otimizadas, foi de R$ 0,66 m-3 e o consumo elétrico de 1,75 kW.h m-3, provavelmente relacionados às menores taxas das variáveis observadas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10557
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