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Título: EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA REPETITIVA E BILATERAL SOBRE O CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DORSOLATERAL NAS DEPENDÊNCIAS DO ÁLCOOL E DO CRACK-COCAÍNA EM PACIENTES INTERNADOS SOB TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA.
Autor(es): KLAUS, J.
Orientador: NAKAMURA-PALACIOS, E. M.
Data do documento: 22-Nov-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: KLAUS, J., EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA REPETITIVA E BILATERAL SOBRE O CÓRTEX PRÉ-FRONTAL DORSOLATERAL NAS DEPENDÊNCIAS DO ÁLCOOL E DO CRACK-COCAÍNA EM PACIENTES INTERNADOS SOB TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA.
Resumo: Os transtornos do uso de substâncias são bastante prevalentes e, potencialmente, incapacitantes ao longo do curso da doença. Todavia, ainda não se dispõe de opções terapêuticas com eficácia e tolerabilidade satisfatórias. A estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) é uma nova modalidade de estimulação cerebral não-invasiva com poucos eventos adversos, que mostrou resultados promissores na dependência química. Neste estudo, investigamos se a extensão da intervenção reduziria o craving (usualmente traduzido por fissura) e as recaídas ao uso de álcool e crack-cocaína em pacientes dependentes químicos. Conduzimos dois ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e sham-controlados. Pacientes com transtorno do uso de álcool e usuários de crack-cocaína foram alocados nos grupos ETCC ativo [5 x 7 cm2, 2 mA, por 20 minutos, catodo e anodo sobre o Córtex Pré-Frontal dorsolateral (CPFdl) esquerdo e direito, respectivamente] ou placebo (sham-ETCC). A ETCC ativa ou sham-ETCC foi aplicada em dias alternados, totalizando 10 sessões. O craving foi monitorado pela versão abreviada (cinco itens) da escala obsessivo-compulsiva de beber ou de uso de cocaína semanalmente, por cinco semanas. As recaídas foram monitoradas durante 90 dias após a alta. Para o ensaio clínico do álcool, os escores de craving diminuíram significativamente ao longo das aferições apenas no grupo de ETCC ativo. O tamanho do efeito foi de 0.3 e 1.1 para os grupos ETCC-sham e ETCC ativo, respectivamente. A análise entre grupos das diferenças dos escores de craving foi aproximadamente significante, com tamanho de efeito de 0.58, favorecendo o maior efeito no grupo ETCC ativo. No seguimento de três meses pós-intervenção, 72,2% dos pacientes do grupo sham-ETCC haviam sofrido recaída, enquanto 72,7% do grupo ETCC ativo permaneciam abstinentes. No estudo dos dependentes de crack-cocaína, os escores de craving diminuíram progressivamente ao longo das medidas nos dois grupos. O tamanho do efeito foi de 0.77 e 0.97, nos grupos sham-ETCC e ETCC ativo, respectivamente. O tamanho de efeito entre grupos foi 0.34, favorecendo o grupo ETCC ativo. As taxas de recaídas foram elevadas e similares entre os grupos em 30 e 60 dias de seguimento após a alta hospitalar. Assim, a ETCC estendida sobre o CPFdl, para o transtorno do uso do álcool, foi bem tolerada e é uma terapia coadjuvante promissora que poderia ser usada para reduzir o craving pelo álcool e as recaídas, facilitando a abstinência ao álcool. No entanto, as sessões estendidas de ETCC para os usuários de crack-cocaína não tiveram efeitos adicionais sobre o craving ou as recaídas ao uso de crack em uma amostra de pacientes com transtorno severo. Montagens de ETCC visando outras regiões e a extensão das sessões precisam ser investigadas buscando maior eficácia no controle do craving e das recaídas ao uso de crack-cocaína.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10584
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