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Título: Resistências surdas : quando as narrativas dos tradutores e intérpretes de Libras e Português nos contam as histórias
Autor(es): Silva, Josué Rego da
Orientador: Vieira-Machado, Lucyenne Matos da Costa
Palavras-chave: Tradutor e Intérprete de Libras e Português
Brazilian Sign Language and Portuguese Translator and Interpreter
Resistências
Data do documento: 30-Ago-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Este estudo procura problematizar a emergência, a constituição e a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português no imperativo da inclusão. Busca compreender como são produzidos os modos de resistências surdas a partir das práticas e experiências desse profissional e reflete sobre a inserção dele no contexto escolar inclusivo. O quadro teórico é composto por autores como Foucault (1971, 1995, 2006, 2013, 2016) quanto à concepção das relações de poder e resistência; Veiga-Neto (2011), Lopes e Fabris (2013), quanto à institucionalização dessa profissão como uma possível estratégia biopolítica no gerenciamento do risco da presença do sujeito surdo nos espaços sociais, especificamente, no ambiente escolar. A biopolítica, como modo de exercício de poder, para além do poder disciplinar, surge junto à noção de população a partir do século XVIII. E cria, pelas práticas de governamento e subjetivação, a resistência às diferentes formas de gestão das ações dos sujeitos. Foram analisadas narrativas de pessoas com experiência na área da tradução e interpretação de Libras e Português, com idades entre 29 e 55 anos, de diferentes estados da federação. Compreendemos que o Tradutor e Intérprete de Libras e Português tenha se constituído como um dispositivo de gerenciamento de risco dos sujeitos surdos no espaço escolar, na grade de inteligibilidade da inclusão, que se ocupa de administrar as condutas dos sujeitos classificados como público-alvo dessa racionalidade. Acredito que em diferentes momentos do seu percurso histórico, esses sujeitos ressoaram em suas práticas, que entendo como modos de resistência surda, formas de lutar contra as relações de poder dos controles e regulações dos corpos surdos em espaços variados. Ao analisar a institucionalização do Tradutor e Intérprete de Libras e Português na inclusão, sob a ótica foucaultiana, são consideradas múltiplas possibilidades, sem assumir antecipadamente qualquer discurso sobre esse profissional.
This study brings to discussion the origin, composition and institutionalization of the Brazilian Sign Language and Portuguese Translator and Interpreter in the mandatory of inclusion. It seeks to comprehend how deaf resistances modes arise from the experiences and practices of this professional pondering about his placement inside inclusive schools. The authors that compose the theoretical framework are Foucault (1971, 1995, 2006, 2013, and 2016), by considering the concepts of power relations and resistance; Veiga-Neto (2011), Lopes and Fabris (2013), when it comes to translators and interpreters institutionalization as a possible biopolitical strategy to manage the deaf presence risk in social environments, especially inside the schools. The Biopolitics as a way to exercise power beyond the disciplinary authority emerges with the concept of population from the XVIII century on, and creates, through practices of government and subjectivation, the different forms of resistance towards the individuals’ action management. We analyzed narratives collected from experienced people related to the Libras, Portuguese translation, and interpretation area between 29 and 55 years old from different states of Brazil. The hypothesis consists on the fact that the Brazilian Sign Language and Portuguese Translator and Interpreter came up as a risk management device of the deaf individuals inside the schools, based on the inclusion intelligibility blueprint that assumes the role to govern the behavior of the subjects labelled inside this rationality target audience. I believe that in different moments along their own history, these people ressonated in their practices, which I understand as deaf resistances, as ways to struggle against the power relations, control and body regulations in different spaces. When analyzing the Brazilian Sign Language and Portuguese Translator and Interpreter in the inclusion system through a Foucault’s perspective, many possibilities are taken without previously assuming any statement about this professional.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10619
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