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Título: O CAMPO TÉRMICO DO DISTRITO DE CARAPINA SERRA/ES: ESTUDO DE CASO EM ÁREAS LITORÂNEAS.
Autor(es): OLIVEIRA, W. D.
Orientador: FIALHO, E. S.
Palavras-chave: Campo Térmico
Ilha de Calor
Zona Litorânea
Carapina-Serra
Data do documento: 18-Dez-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: OLIVEIRA, W. D., O CAMPO TÉRMICO DO DISTRITO DE CARAPINA SERRA/ES: ESTUDO DE CASO EM ÁREAS LITORÂNEAS.
Resumo: O crescente aporte de calor sensível na atmosfera, derivado das atividades e estruturas urbanas, em consonância com atributos geoecológicos do sítio, é capaz de formar ilhas de calor e gerar desconforto térmico para a população, podendo impactar negativamente na qualidade de vida na cidade. Neste sentido, entendendo a importância socioeconômica do distrito de Carapina para o município de Serra, assim como para toda a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) e observando o acelerado processo de urbanização experimentado pela região, este trabalho busca analisar se as mudanças nos padrões de uso e ocupação da terra e a intensificação das dinâmicas urbanas foram capazes de alterar as condições as térmicas da área urbanizada do distrito de Carapina Serra/ES, ao ponto de caracterizar a formação de ilhas de calor atmosféricas e/ou a existência de um clima urbano. Para isso, foi utilizada a técnica de transects móveis, sendo realizada duas campanhas de coletas de dados matutinas, vespertinas e noturnas, uma em situação sazonal de verão e outra de inverno, ambos sob atuação do sistema anticliclonal semi-fixo da América do Sul (ASAS). Além das medidas móveis também foram instalados miniabrigos meteorológicos equipados com dataloggers de registro automático. As estações fixas mensuraram os valores de temperatura do ar a cada 1h00min ao longo das estações de inverno e verão. Os 7 pontos de coleta fixos e 35 móveis buscaram abranger as diferentes características geourbanas e geoecológicas do distrito de Carapina. Os resultados mostram que as áreas mais aquecidas ficaram bem definidas nos períodos matutinos e vespertinos. Na análise noturna, o campo termal apresentou comportamento praticamente homogêneo. No verão foi possível observar a formação de ilhas de calor forte magnitude às 9h00min (5,2°C), muito forte magnitude às 16h00min (11°C) e de fraca magnitude às 20h00min. (2,9°C). Já no inverno as ilhas de calor só foram observadas no período da tarde (15h00min 8,2°C) e da noite (20h00min 5,4°C). As maiores amplitudes térmicas diárias foram verificadas nas coletas de dados realizadas às 16h00min (verão) e 15h00min (inverno). A ilha de calor noturna foi mais proeminente no inverno, sendo 2,5°C superior à formada no verão. De maneira geral, os pontos localizados na porção litorânea apresentaram temperaturas mais amenas em relação ao interior. O diagnóstico confirmou que os aspectos construtivos das cidades, as distintas funções urbanas, a grande intensidade do tráfego veicular, a morfologia urbana, associados às características do relevo local, bem como à dinâmica de brisas marítimas, influenciam diretamente no comportamento térmico do ar, podendo gerar a formação de ilhas de calor atmosféricas. Os valores de S.V.F. influenciaram diretamente no campo térmico do distrito, facilitando a entrada de radiação durante o dia e contribuindo para uma rápida dispersão do calor sensível ao anoitecer. Apesar de já ser possível observar a influência dos aspetos geourbanos no comportamento do campo térmico, a análise não se mostrou suficiente para afirmar a existência de um clima urbano no distrito de Carapina-Serra/ES.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10886
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