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Título: Avaliação dos efeitos das alterações no uso da terra sobre o regime hidrológico na bacia hidrográfica do rio Doce
Autor(es): LYRA, B. U.
Orientador: RIGO, D.
Data do documento: 3-Out-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LYRA, B. U., Avaliação dos efeitos das alterações no uso da terra sobre o regime hidrológico na bacia hidrográfica do rio Doce
Resumo: A resposta hidrológica em decorrência de mudanças do uso do solo em bacias hidrográficas pode ser avaliada por meio da construção de cenários, usando modelos hidrológicos. No entanto, a maioria das aplicações de simulações hidrológicas é realizada em bacias experimentais, e as mudanças de uso do solo que se manifestam em grande escala motivam o desenvolvimento da hidrologia de grandes bacias. Desta forma, este estudo objetivou analisar as consequências de alterações do uso da terra no comportamento hidrológico da bacia hidrográfica do rio Doce, que possui uma área de drenagem de aproximadamente 86.715 km². A bacia apresenta problemas quanto à disponibilidade hídrica, inundações, desmatamento indiscriminado e manejo inadequado do solo, ocasionando, principalmente, a degradação de pastagens. Foi selecionado o Modelo de Grandes Bacias (MGB-IPH), onde foram usados dados diários de 11 postos fluviométricos, 81 pluviométricos e 12 meteorológicos, modelo numérico do terreno, mapas de solos e uso e cobertura do solo (2000). A modelagem hidrológica foi realizada nas seguintes etapas: calibração dos parâmetros (1990 a 2005), validação (2006 a 2014) e simulação dos cenários de pastagens degradadas e desmatamentos (2000 a 2014). Para avaliação da qualidade de ajuste, foi considerada a análise visual dos hidrogramas (vazões observadas e simuladas) e os valores das funções objetivo (ENS, ENSlog e Erro Volume). Em geral, a maioria das estações apresentou valores adequados, indicando um bom ajuste das vazões. As pastagens degradadas ocasionaram incrementos nas vazões médias e máximas anuais e redução na vazão mínima anual. A correlação entre a mudança na evapotranspiração e a porcentagem de pastagem degradada apresentou um coeficiente R² de 0,84, evidenciando que o aumento no percentual de área de vegetação alterada também aumenta o impacto na evapotranspiração. Foi constatado que a substituição de florestas por pastagens provocou reduções nas vazões médias e mínimas anuais e aumento na vazão máxima anual, das sub-bacias analisadas. Estes resultados demonstraram os agravamentos que estes cenários simulados podem acarretar nos problemas já encontrados na bacia, como inundações e escassez de água.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10890
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