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Título: Resiliência Urbana em Situação de Aquecimento Global: Implicações do Adensamento Urbano no Comportamento Térmico em Vitória (es).
Autor(es): LEAL, L. R.
Orientador: ALVAREZ, C. E.
Palavras-chave: Atenuação térmica urbana
Simulação microclimática
ENVI_MET
Data do documento: 9-Out-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LEAL, L. R., Resiliência Urbana em Situação de Aquecimento Global: Implicações do Adensamento Urbano no Comportamento Térmico em Vitória (es).
Resumo: A busca pela adaptação do ambiente urbano às mudanças climáticas é apontada como um dos maiores desafios deste século e as cidades surgem tanto como potenciais geradoras das alterações do clima como receptoras de tais consequências. Nesse sentido, as ações do planejamento urbano são fundamentais, visando tanto a mitigação dos efeitos das alterações do clima quanto adaptações das cidades aos eventos futuros. São necessários estudos preditivos que respaldem as tomadas de decisões, observando-se destaque para aqueles associados às simulações computacionais. As previsões advertem que eventos extremos ocorrerão com maior frequência e intensidade, e dentre eles incluem-se as ondas de calor, cujas altas temperaturas interferem negativamente na qualidade de vida, potencializando inclusive riscos à saúde humana. As conformações urbanas que já atuam modificando as condições ambientais originais, associadas às influências das mudanças do clima, podem ter efeitos potencializados, interferindo diretamente no balanço de energia do meio. O estudo em questão tem como objetivo avaliar as implicações do adensamento urbano no comportamento térmico ao nível do pedestre diante do provável cenário de aquecimento global em Vitória (ES). A metodologia é composta por levantamento de campo, medições microclimáticas, modelagens e simulações dos cenários avaliados utilizando o programa ENVI_MET 4.3, considerando avaliações da sua acurácia. As simulações principais englobaram quatro cenários morfológicos distintos, nos quais foram alterados parâmetros de adensamento e verticalização. Como resultado, identificou-se que o cenário de maior verticalização apresentou os valores mais baixos tanto para Ta quando para TRM, chegando a uma diferença de até 1oC para Ta às 15h e de até 27oC para TRM às 9h, ambas em relação ao cenário padrão representativo da situação atual. Esta diferenciação se mostrou estreitamente ligada à incidência direta da radiação. Logo, os cenários mais sombreados pelas próprias edificações tiveram menores temperaturas no nível da rua. Em contrapartida, os mesmos cenários, por serem mais adensados e assim compostos por maior quantidade de materiais construtivos, tiveram seu resfriamento dificultado diante do processo de balanço energético, além de terem influenciado a distribuição e velocidade do vento, caracterizando diminuição destes valores em grande parte da área analisada.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10895
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