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Título: CARACTERIZAÇÕES QUÍMICAS DOS PRIMEIROS CULTIVARES DE LÚPULO (Humulus lupulus L.) PRODUZIDOS NO BRASIL
Autor(es): SILVA, C. T. D.
Orientador: PINHEIRO, P. F.
Palavras-chave: Headspace
voláteis
lúpulo brasileiro
fitotoxicidade
Data do documento: 26-Fev-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SILVA, C. T. D., CARACTERIZAÇÕES QUÍMICAS DOS PRIMEIROS CULTIVARES DE LÚPULO (Humulus lupulus L.) PRODUZIDOS NO BRASIL
Resumo: O lúpulo em flor (Humulus lupulus L.), utilizado na produção de cervejas, é responsável por conferir sabor, aroma e o amargor para a bebida, além disso, é considerado um bactericida e conservante natural. Os aromas e o amargor proporcionados pelo lúpulo na cerveja são atribuídos à presença de óleos essenciais e de α- e β-ácidos. O Brasil não é produtor de lúpulo, por isso, essa matéria-prima na produção de cervejas é importada, praticamente 100% pelas grandes empresas fabricantes do país. Recentemente, após diversas tentativas, alguns pequenos produtores brasileiros têm obtido êxito no cultivo do lúpulo. Desta forma, o presente estudo teve por objetivo realizar a caracterização química de amostras de lúpulo (Humulus lupulus L.) em flor cultivadas no Brasil, determinando a composição de seus óleos essenciais e dos α- e β-ácidos. Para isso, foi desenvolvida e otimizada uma metodologia para extração dos voláteis de lúpulo por HS-SPME (modo headspace, microextração em fase sólida) para posterior análise em GC-MS (cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas), variando os parâmetros: tempo (10, 20 e 30 minutos) e temperatura (30, 50 e 70 oC), usando a fibra DVB/CAR/PDMS. As três amostras usadas para esse fim foram: uma de lúpulo em flor fresco, outra de flor seca sob vácuo e outra processada em pellets. As variáveis mais significativas no processo de otimização de extração foi a 30 oC em apenas 10 minutos, usando 0,100g de lúpulo. Usando essas condições, foram analisadas por HS-SPME/GC-MS amostras de lúpulos cultivadas no Brasil de diferentes variedades internacionais (Canastra, Cascade, Columbus, Hallertauer Mittelfrüh, Saaz, Victoria, Bullion), duas amostras de lúpulos brasileiros de variedades ainda não certificadas (Brazylisk e Mantiqueira) e uma amostra de lúpulo importado (cascade em pellets). O β-mirceno foi o constituinte majoritário em todas as amostras de lúpulos em flor cultivadas no Brasil, diferente do resultado encontrado para a amostra de lúpulo cascade em pellets importada, cujos majoritários foram o α-humuleno e trans-cariofileno. O β-farneseno foi encontrado em todas as amostras de lúpulos analisadas. Para identificação e quantificação dos α- e β-ácidos das amostras de todos os lúpulos supracitadas foi realizada a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), na qual a quantificação foi realizada pelo método do padrão externo utilizando para a calibração o ICE-3 (International Calibration Extract 3). Os teores desses ácidos foram diferentes entre as variedades de lúpulos, contudo, os valores foram abaixo dos relatados na literatura, o tempo de armazenamento do material pode ter influenciado, bem como o modo de extração. Extratos etanólicos de lúpulos foram usados em ensaios de fitotoxicidade utilizando sementes de alface (eudicotiledônea) e sorgo (monocotiledônea). Houve efeito fitotóxico apenas em alface. Os extratos de lúpulos nomeados de E1 (cascade em pellets), E9 (Columbus) e E11 (Bullion) em concentrações abaixo de 1,90 mg.mL-1 apresentaram parâmetros de inibição similares ao herbicida (glifosato). Novos estudos devem ser realizados com esses extratos a fim de confirmar o potencial herbicida deles.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11068
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