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Título: Interação mãe-bebê e uso de chupeta no contexto do nascimento pré-termo: cultura, representações sociais e processos proximais
Autor(es): Dadalto, Elâine Cristina Vargas
Orientador: Rosa, Edinete Maria
Palavras-chave: Relações mãe-filho
Representação social
Data do documento: 21-Jul-2014
Resumo: Objetivo: Investigar a avaliação de mães de recém-nascidos pré-termo (RNPT) egressos de unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN) quanto à interação mãe-bebê e uso de chupeta nos primeiros dois anos. Método: O planejamento do estudo longitudinal foi baseado na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, com foco nos processos proximais (PP), utilizando entrevistas gravadas com 62 mães de RNPT no contexto da UTIN e 33 aos seis, 12, 18 e 24 meses de idade do bebê, considerando Grupo-A (chupeta) e Grupo-B (não usou chupeta). Resultados: A vivência em UTIN foi considerada evento impactante na vida das mães, mas expectativas futuras para a relação mãe-bebê foram positivas. A tentativa de oferta da chupeta foi 96,2% e seu uso aos seis meses foi 50% (n=52), significativamente associado com prematuridade pela relação peso/idade-gestacional (p-valor=0,044), dificuldades para estabelecer aleitamento materno exclusivo (AME) (p=0,012) e primiparidade (p=0,02). Apresentaram relação com menor frequência de chupeta: AME ≥3 meses (p=0,026) e tempo de aleitamento materno ≥6 meses. A chupeta configurou-se como uma das representações sociais sobre objetos de bebê, elaboradas pelas participantes aos 12 meses de idade do bebê. Características de temperamento calmo/tranquilo da mãe foram mais frequentes no Grupo-A e o temperamento nervoso/agitado/irritado no Grupo-B (p-valor=0,041). No Grupo-A predominou o temperamento do bebê calmo/fácil-de-cuidar/independente, enquanto no Grupo-B as características de temperamento agitado/bagunceiro/teimoso/agressivo (p-valor=0,026), associado também à necessidade de várias tentativas de oferta da chupeta (p-valor=0,006). No Grupo-A, o número de pessoas para apoio social foi uma ou duas (77,8%), enquanto no Grupo-B foram três a sete (66,7%), p-valor=0,001. A contribuição da chupeta como auxiliar nos PP foi indiferente para mães que controlavam o hábito, enquanto o uso irrestrito facilitava a resolução do choro, liberando a mãe para outras tarefas, atuando como limitador dos PP. A análise da evolução e complexidade dos PP demonstrou não haver interferência pelo uso da chupeta, tendo sido mais efetivos quando as mães tinham maior escolaridade e nas classes econômicas A e B. Conclusão: Aspectos culturais influenciaram na oferta da chupeta, mas sua aceitação ocorreu principalmente em RNPT pequeno para idade gestacional, diante das dificuldades para AME, menor extensão do apoio social e temperamento do bebê calmo/fácil-de-cuidar/independente, também associado à aceitação mais fácil da chupeta. O uso irrestrito da chupeta demonstrou atuar como limitador dos processos proximais.
Purpose: Investigate the evaluation of mothers of preterm newborns (PTNB) discharged from neonatal intensive care units (NICU), concerning mother-infant interaction and the use of pacifier during the first two years. Method: Planning of this longitudinal study was based on Bioecological Theory of Human Development focusing on proximal processes (PP), using interviews recorded with 62 PTNB’s mothers in NICU settings and 33 at 6, 12, 18 and 24 months of age, regarding Group-A (pacifier use) and Group-B (not using pacifier). Results: Experience at NICU was considered a shocking event in mothers’ lives, but the future expectations for mother-infant relationship were positive. Pacifier offer attempt was 96.2% and use at six months was 50% (n=52), which is significantly associated to prematurity by the weight/gestational-age ratio (p-value=0.044), difficulty to establish exclusive breastfeeding (EBF) (p=0.012), and primiparity (p=0.02). Were related to low frequency of pacifier: EBF≥3 months (p=0.026) and BF length ≥6 months. The pacifier configured one of the social representations about infant objects, created by participants at infants’ 12 months of age. Mothers’ calm/quiet temperament characteristics was more frequent in Group-A and nervous/uneasy/angry temperament in Group-B (p-value=0.041). In Group-A, infant’s predominant temperament was calm/easy-to-care-for/independent, whereas in Group-B, infant’s uneasy/messy/stubborn/aggressive temperament characteristics was more frequent (p-value=0.026), also associated to the need of several attempts to offer pacifier (p-value=0.006). In Group-A, the number of people for social support was one or two (77.8%), whereas in Group-B they were from three to seven (66.7%), p-value=0.001.The contribution of pacifier as an assistant in PP showed to make no difference to mothers who controlled its use, whereas unrestricted use of pacifier helped solve crying, liberating the mother to other tasks, working as a limiter of PP. The analysis of evolution and complexity of PP showed that there is no interference by the use of pacifier, which has been more effective when mothers had higher educational background and belonged to economic classes A and B. Conclusion: Cultural aspects influenced the offer of pacifiers, but its acceptance took place mainly among PTNB small for gestational age, in face of difficulties for EBF, less extension of social support, and infant's calm/easy-to-care-for/independent temperament, also associated to easier acceptance of pacifier. Unrestricted use of pacifier showed to work as a limiter of proximal processes.
Objectif: Faire une enquête sur l’évaluation de mères de nouveau-nés prématurés (NNPT) sortis de l'Unité de Soins Intensifs Néonatals (UTIN), quant à l’interaction mère-bébé et la prise de tétine durant les deux premières années de l’enfant. Méthode: Le planning de l’étude longitudinale a été basé sur la Théorie Bioecologique du Développement Humain, focalisé aux processus proximaux (PP), en utilisant des interviews enregistrées avec 62 mères de NNPT au contexte UTIN et 33 interviews aux 06, 12, 18 et 24 mois du bébé, considérant le Groupe-A (tétine) et le Groupe-B (ceux qui n’ont pas utilisé la tétine). Résultats: L’expérience en UTIN a été considérée un événement impactant dans la vie des mères, mais avec des prévisions futures positives pour le rapport mère-bébé. La tentative de prise de la tétine a été positive à 96,2% et l’utilisation aux six mois a été de 50% (n=52), significativement associée à la prématurité par rapport poids/âge-gestationnel (p-valeur=0,044), aux difficultés d’établir l’allaitement maternel exclusif (AME) (p=0,012) et à la primiparité (p=0,02). Un rapport inférieure de fréquence de prise de tétine a été présenté: AME ≥ 3 mois (p=0,026) et la durée d’allaitement maternel ≥ 6 mois. La tétine a été considérée comme une des représentations sociales d’objets de bébé, établies par les participants aux 12 mois du bébé. Caractéristiques de tempérament calme/tranquille de la mère a été plus fréquent dans le Groupe-A et le tempérament nerveux/agité/irrité dans le Groupe-B (p-valeur=0,041). Dans le Groupe-A le tempérament du bébé calme/facile-à-soigner/Indépendant a prédominé, tandis que dans Groupe-B caractéristiques de tempérament agité/têtu/agressif (p-valeur=0,026), est associé aussi au besoin de plusieurs prises de la tétine (p-valeur=0,006). Dans le GroupeA, le nombre de personnes pour l’assistance social a été d’une ou de deux (77,8%), alors que au Groupe-B elles ont été entre trois et sept (66,7%), pvaleur=0,001. La contribution de la tétine comme un auxiliaire aux PP a été indifférent pour des mères qui contrôlaient l’habitude, tandis que l’usage sans restriction facilitait la résolution des pleurs, en laissant à la mère le temps de faire d’autres activités, agissant comme limiteur des PP. L’analyse de l’évolution et de la complexité des PP a démontré ne pas causer d’interférence quant à l’utilisation de tétine, tout en étant plus efficace pour les mères qui avaient un plus grand niveau de scolarité et appartenant aux classes sociales A et B. Conclusion: Les aspects culturels ont influencé la prise de la tétine, mais son acceptation est effective, surtout en NNPT petit pour l’âge gestationnel, face aux difficultés pour AME, plus petite extension d’assistance sociale et du tempérament du bébé calme/facile-à-soigner/indépendant, aussi associé à l’acceptation plus facile de la tétine. L’utilisation sans restriction de la tétine a montré agir comme limiteur des processus proximaux.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1108
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