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Título: BULLYING, CARACTERÍSTICAS PSICOSSOCIAIS E SOCIORRELACIONAIS ENTRE ADOLESCENTES
Autor(es): SARLO, A. R.
Orientador: SANTOS NETO, E. T.
Data do documento: 11-Abr-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SARLO, A. R., BULLYING, CARACTERÍSTICAS PSICOSSOCIAIS E SOCIORRELACIONAIS ENTRE ADOLESCENTES
Resumo: Sendo um fenômeno complexo que envolve múltiplos aspectos, o bullying é um problema de saúde pública que vem sendo associado a consequências prejudiciais à saúde física e mental dos envolvidos. Conhecer suas nuances, conexões e distintos fatores envolvidos parece fundamental para que estratégias de enfrentamento sejam viabilizadas. O objetivo desta tese foi analisar o bullying e sua associação com características psicossociais e sociorrelacionais entre adolescentes. Participaram do estudo adolescentes, com idades entre 15 a 19 anos, estudantes de escolas da rede de ensino médio da Região Metropolitana da Grande Vitória, Espírito Santo, Brasil. Um inquérito epidemiológico seccional de base escolar foi realizado com amostra composta por 2293 estudantes, estratificada por município de localização escolar. Estatísticas descritivas e inferenciais foram executadas a partir da pesquisa sobre características sociodemográficas e de três instrumentos: Olweus Bully/Victim Questionnaire, Questionário da História de Adversidade na Infância e Questionário Integrado para Medir Capital Social, em versões adaptadas. Foram encontradas prevalências de 41,0% para vitimização e 29,1% para agressão por bullying. Os tipos de bullying mais frequentes foram o bullying verbal (vítima=33,8%; agressor=23,1%), o social (vítima=21,8%; agressor=16,9%) e o físico (vítima=15,1%; agressor=8,7%). Entre os adolescentes avaliados, observou-se que 37,5% relataram serem vítimas de alguma forma de agressão sem, contudo, reagirem na mesma frequência aos ataques recebidos. Quanto à pesquisa sobre características psicossociais, os resultados demostraram que um elevado percentual de estudantes foi exposto a pelo menos uma adversidade durante a infância (89,9%) e que as vítimas de bullying apresentaram maiores chances de terem sido expostas a adversidades durante a infância (OR=9,8; IC95%=5,9416,10), assim como os agressores (OR=5,8; IC95%=3,649,17). Quanto às características sociorrelacionais, observou-se que as vítimas de bullying tiveram maiores chances de apresentar baixos níveis de capital social cognitivo (OR=1,9; IC95%=1,29-2,68), subjacente (OR=1,7; IC95%=1,20-2,38) e total (OR=1,80; IC95%=1,32-2,59). Os agressores de bullying também apresentaram baixos níveis de capital social cognitivo (OR=3,2; IC95%=2,34-4,44) e total (OR=1,7; IC95%=1,24- 2,27). Quando os comportamentos de bullying foram analisados separadamente, em categorias puras, eles permaneceram conjugados a adversidades na infância e ao capital social cognitivo. Os achados evidenciaram as chances a que estudantes estão expostos nos ambientes escolares, revelando a necessidade urgente de estratégias e ações de enfrentamento, a fim de que um desenvolvimento saudável e seguro seja proporcionado a crianças e adolescentes, prevenindo desfechos negativos de vida, presentes e futuros.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11092
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