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Título: Comportamento e bem-estar de peixe beta (Betta splendens, Regan, 1910).
Autor(es): Bonifacio, Caroline Teixeira
Orientador: Mendonça, Pedro Pierro
Palavras-chave: Teste de preferência
Labirinto
Comportamento animal
Comportamento peixes
Preference test
Maze
Animal behavior
Fish behavior
Data do documento: 22-Fev-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O objetivo do presente estudo foi traçar o perfil comportamental e bem-estar de peixe Betta splendens. Foram utilizados 40 exemplares machos, destes, 15 exemplares foram manejados em aquário tipo cruzeta com quatro pontas de mesmo comprimento e distância do centro, onde foram realizados testes de preferência para quatro tipos de componente do ambiente, com quatro opções para cada componente; cores (azul, amarelo, verde e vermelho), vegetações (Egeria brasiliensis, Microsorum pteropus, Salvinia auriculata e plantas artificiais), abrigos (cano PVC 50 MM, joelho PVC, cano PVC 75 mm e garrafa pet 0,3 L) e substrato (areia, pedrisco, concha e sem substrato), com intervalo de três dias entre eles. Cada animal foi filmado durante 20 minutos por dia, por quatro dias, para cada teste, totalizando 16 dias. Ao final do último teste no aquário tipo cruzeta foi iniciado o teste de preferência de profundidade. Cada animal foi filmado durante 10 minutos por dia por dois dias consecutivos. Foram analisados os comportamentos de frequência em cada preferência, permanência em cada preferência e tempo de latência (para o teste no aquário tipo cruzeta). No segundo experimento foram utilizados 25 exemplares distribuídos aleatoriamente em cinco tipos de alojamento (tratamentos); (T1) copos de 0,3L, (T2) aquário de 3L sem enriquecimento, (T3) aquário de 3L enriquecido, (T4) aquário de 38L sem enriquecimento e (T5) aquário de 38L enriquecido. Foi utilizado um aquário tipo labirinto para análise do comportamento cognitivo. Localizado dentro do labirinto tinham quatro pontos estimuladores; fêmeas da mesma espécie, peixe carnívoro (Astronotus ocellatus), ambiente enriquecido e alimento vivo (Dendrocephalus brasiliensis). Comportamentos como lateralidade, latência, preferência, frequência de visitação e permanência de visitação foram gravados durante 15 minutos por dia. Observou-se que o peixe beta permaneceu mais tempo nos ambientes com predominância da cor azul (195,44 s), sem substrato (306,53 s) e no ambiente com abrigo de garrafa pet de 300 ml (264,7 s). As plantas aquáticas elódea (Egeria brasiliensis) e orelha (Salvinia auriculata) foram as mais visitadas (3,87 e 3,53 vezes) e onde os peixes permaneceram mais tempo. Os peixes frequentaram mais vezes as faixas de 20, 15 e 10 cm seguido de 25 cm e permaneceram mais tempo em profundidade de 5 e 30 cm. No segundo experimento, os peixes alojados no T2 apresentaram preferência direita ao sair do labirinto enquanto os do tratamento T3 apresentaram preferência de saída do labirinto pelo lado esquerdo. Os peixes do tratamento T1 apresentaram preferência pelo lado esquerdo na saída do labirinto e frequentaram mais vezes (5,33) o ponto oscar. Conclui-se que peixe beta apresenta preferência por ambiente com predomínio da coloração azul, sem substrato, com abrigo e plantas naturais, elódea e orelha. São peixes que tendem há permanecer mais tempo na faixa mais superficial do aquário, com frequentes visitações ao fundo, faixa mais inferior. Betas alojados em ambientes como copos de 0,3L e aquários de 2L levam a um aumento da força da lateralização semelhante a animais em situação de estresse.
The objective of the present study was to outline the behavioral profile and welfare of Betta splendens fish. Were used 40 male specimens of beta fish specimens between 90 and 120 days old. Of which 15 specimens were handled in a cross-type aquarium with four tips of the same length and distance from the center. Where preference tests were performed for four types of environmental component; colors (yellow, blue, green and red), vegetation (Egeria brasiliensis, Microsorum pteropus, Salvinia auriculata and artificial plants), shelters (PVC tube 50 mm, PVC tube in L, PVC tube 75 mm and pet bottle of 0.3L) and substrate (sand, shell, small stone and absence of substrate). Each animal was filmed for 20 minutes per day, for four days, for each test, totaling 16 days. At the end of the last test in the crosshead aquarium the depth preference test was started. Each animal was filmed for 10 minutes a day for two days. Frequency behaviors at each preference, permanence at each preference and latency time (for the test in the cross-type aquarium) were analyzed. In the second experiment, 25 specimens with approximately 120 days were randomly distributed in five types of housing (treatments); (T1) cup 0,3L, (T2) aquarium 3L without enrichment, (T3) aquarium 3L enriched, (T4) aquarium 38L without enrichment and (T5) aquarium 38L enriched. A maze-type aquarium was used to analyze cognitive behavior. Located inside the labyrinth had four stimulating points; females of the same species, carnivorous fish (Astronotus ocellatus), enriched environment and live food (Dendrocephalus brasiliensis). Behaviors such as laterality, latency, preference, frequency of visitation and permanence of visitation were recorded for 15 minutes per day. Was observed that confined beta fish remained longer in environments with a predominance of blue color (195,44 s), without substrate (306,53 s) and in the environment with a 0,3 liters pet bottle shelter (264,7 s). The aquatic plants elódea (Egeria brasiliensis) and ear (Salvinia auriculata) were the most visited (3.87 and 3.53 times) and where the betas fish stayed longer. In the second experiment, there was no difference between the means of beta-latency time of the different treatments (p = 0.5138). The fish of aquarium 2L without enrichment (T2) presented a right preference when leaving the labyrinth while the fish treatment of aquarium 2L with enrichment (T3) showed left labyrinth preference. The fish from the treatment of the 0.3 L cup (T1) showed preference for the left side at the exit of the labyrinth and frequented the oscar point more frequently (5.33). It‟s concluded that beta fish presents preference for environment with predominance of blue color, without substrate, with shelter and natural plants, among those tested; Egeria brasiliensis and Salvinia auriculata. They are fish that tend to stay longer in the more superficial range of the aquarium, with frequent visits to the bottom, lower range. Betta splendens fish housed in environments such as 0,3 L cups and 2 L aquariums lead to an increase in the strength of lateralization similar to animals under stress.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11187
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