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Título: Influências ecológicas nas distâncias percorridas dos Muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus)
Autor(es): Moura, Letícia Almeida.
Orientador: Strier, Karen B.
Data do documento: 6-Jun-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MOURA, Letícia Almeida. Influências ecológicas nas distâncias percorridas dos Muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus). 2019. - Dissertação (Mestrado em Biologia Animal). - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Animal), Vitória, 2019.
Resumo: Compreender os fatores ecológicos que influenciam as distâncias percorridas diárias dos animais, nos fornecem valiosas informações de como eles investem o tempo e energia na tomada de decisões. A dedicação do tempo no desenvolvimento de cada atividade pode sofrer alteração de acordo com o sistema social do grupo, variações climáticas e condições do ambiente, influenciando a distância diária percorrida. Nesse sentido, os primatas são ótimos modelos a serem estudados, pois possuem a habilidade de responderem as condições ambientais de várias maneiras. O uso do chão em primatas arborícolas, por exemplo, é uma ótima oportunidade para adquirir recursos e romper as barreiras da fragmentação. Nesse estudo, investigaremos como os fatores ecológicos, incluindo o uso do chão, podem influenciar a distância diária percorrida em um grupo de muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus). O estudo foi realizado na RPPN Feliciano Miguel Abdala, MG, Brasil, de agosto de 2015 a julho de 2016. Utilizamos 99 dias com > 8 horas de observação do grupo do estudo, chamado de grupo do Matão, totalizando 1776 scans com 9610 registros e 859.34 horas de observação, que incluíam 46 dias com 102 eventos de uso do chão entre os scans e observação ad libitum. A maior parte das atividades foram realizadas principalmente nos estratos médios da vegetação exceto bebendo água, que foi realizado no chão em maior proporção. As distâncias diárias percorridas não foram significativamente diferentes entre os dias com e sem o uso do chão. Contudo, contrariando a nossa previsão, observamos que os percursos foram maiores nos dias com uso do chão para a alimentação. Similarmente, as distâncias diárias percorridas foram maiores nos dias com a ingestão de água no chão, corroborando com a nossa previsão alternativa. Esses resultados sugerem que o valor energético ou nutritivo dos alimentos pode compensar os gastos energéticos dos maiores percursos. Além disso, a necessidade por recursos importantes como as fontes de água encontradas no chão, podem contribuir com a maior distância diária percorrida.
Understanding the ecological factors that influence the daily routes of animals provide us with valuable information on how they invest their time and energy in their daily decision making. The proportion of time invested in the development of each activity may change according to the social system of the group, climatic variations and conditions of the environment, influencing the daily distance traveled. In this sense, primates are great models to be studied because they can respond to environmental conditions in various ways. For example, the use of terrestrial strata by arboreal primates represents a way of acquiring resources, especially in fragmented habitats where opportunities to expand their range are constrained. In this study, we investigate how ecological factors, including ground use, can influence the daily distance traveled by a group of Northern Muriquis (Brachyteles hypoxanthus). We will start the investigation by analyzing the relation of muriquis with the use of the ground and other vertical strata of the vegetation, and comparing the distances traveled in the days with and without the use of the ground. We expected that the smallest routes were related to the days with ingestion of food on the ground, however as the resources are not always concentrated in the same place, greater distances can also be observed. The study was conducted at RPPN - Feliciano Miguel Abdala, MG, Brazil, from August 2015 to July 2016. We used 99 days with > 8 hours of observation on one study group, totaling 1,776 scans, 9,610 records and 859.34 observation hours, including ground use on 46 days and over 102 events (including scan samples and ad libitum observations). Most of the activities were carried out mainly in the middle canopy, with only drinking water occurring primarily on the ground. Different from what we expected, the trails were larger on days with ground use for food. Similarly, the paths were larger in the days with the ingestion of water in the ground, corroborating with our alternative forecast. These results suggest that the energy or nutritional value of food can offset the energy costs of the longer routes. In addition, the need for important resources such as the water sources found on the ground can contribute to the greater distances traveled. Muriquis’ flexibility in using the floor can be an important factor in their staying in an impacted environment.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11341
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