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Título: Projeto de uma cartografia do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde da Ilha das Caieiras
Autor(es): Binda, Josiana
Orientador: Bianco, Mônica de Fátima
Palavras-chave: Família
Saúde ação
Bairro
Data do documento: 30-Abr-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Esta pesquisa pretendeu fazer uma análise dos processos de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde que atuam na Unidade de Saúde Ilha das Caieiras, que fornece serviços de saúde à população residente em um complexo de cinco bairros situados na região periférica, na baía noroeste de Vitória-ES. O território abrange cerca de dez mil pessoas em duas mil e trezentas famílias, e é dividido em quatro áreas e treze microáreas. Cada área compreende o território de ação de uma Equipe de Saúde da Família que é composta por no mínimo um profissional médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde. Cada microárea representa o território de atuação de um ACS. Os onze ACS que atuam na USF pesquisada estão inseridos na rede de trabalho em saúde do SUS e têm seu trabalho prescrito pela concepção de gestão da Estratégia de Saúde da Família, um programa de governo, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em meados dessa década. Procuramos analisar o trabalho destes profissionais sob o ponto de vista da atividade, apropriando-se para isto, de referencial teórico-metodológico da Ergologia com base na Ergonomia da Atividade. A postura de pesquisa em campo foi a cartográfica, a partir da qual buscamos observar por meio de visitas domiciliares com os ACS, participação em reuniões com grupos temáticos de usuários do sistema de saúde e reuniões com grupos de profissionais da USF, os coengendramentos que se passaram entre esses profissionais e entre eles e a população-usuária. A construção social do território abrangido pela USF influencia sobremaneira o trabalho dos ACS e na produção de saúde da população. Afirmamos haver muitas variabilidades a serem geridas no trabalho dos ACS pesquisados, uma vez que a população atendida depende quase exclusivamente dos serviços de saúde do SUS e, as condições de realização desse trabalho são diferentes do que é prescrito para a função de ACS, o que demanda usos de si no trabalho vivo e em atividade. Entendemos que os ACS pesquisados, todas mulheres, neste caso, vivem e trabalham no fio da navalha, pois devem morar na mesma microárea onde trabalham. E, se essa estratégia potencializa a atuação das mesmas pelo conhecimento do espaço, por outro lado as expõe e às suas famílias, as torna profissionais em tempo integral e as coloca em constante conflito entre os valores da ESF e seus próprios valores por se depararem com determinadas práticas ilícitas que ocorrem na região e não poderem se posicionar diante disso, em nome da preservação da sua integridade física e de uma ética profissional.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/2809
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