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Título: Sobre contar uma vida : imagens e fragmentos de histórias de "subjetivações em estado de pause" na contemporaneidade
Autor(es): Almeida, Laura Paste de
Orientador: Machado, Leila Aparecida Domingues
Data do documento: 26-Set-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Algumas primeiras questões que movimentam essa pesquisa: Sobre o que pesquisamos? Como escolher nossos métodos de pesquisa? Como contar uma vida? Como dar voz aos nossos interlocutores de forma justa e bela? Como se conta uma história? Como se escreve uma vida? Como dar a ver uma vida? Mas que histórias se trata de escutar, de contar, de fazer ver? O que temos feito de nós mesmos na contemporaneidade? Organizamos esta dissertação em artigos. No primeiro artigo, perguntamo-nos porque é importante conversar e contar histórias. Falamos sobre a noção de biografema – proposta por Roland Barthes – que se trata de uma potente estratégia para se pensar a escritura de vida. O biografema nos chama atenção ao passo que afirma a ficção e se sustenta na fragmentação, na escrita do detalhe e na afirmação de fatos descontínuos, não buscando um registro verdadeiro e total do que existiu. Ainda nesse artigo, discutimos a importância de produzir imagens de uma vida como dispositivo para criar um biografema. No segundo artigo pensamos sobre quais histórias se trata de contar, de biografemar; discutimos o objetivo dessa pesquisa de tratar sobre modos de vida produzidos na contemporaneidade e pensamos acerca do que temos feito de nós mesmos. Assim, discutimos a interface entre modos de vida e uma produção contemporânea de um uso abusivo de psicotrópicos, através da prática biografemática-imagética de fragmentos de uma das vidas (que fazem uso de medicação psicotrópica) que encontramos durante esses dois anos de pesquisa. Para isso, apresentamos ao leitor não apenas um biografema por imagens de Beatriz, mas uma reflexão acerca dos processos de produção de subjetivações em “estado de pause”.
The initial questions that motivate this research: About what are we researching? How to choose our researching methods? How to tell the story of a life? How to give voice to our interlocutors in a fair and beautiful way? How do you tell a story? How do you write a life? How do you observe a life? Which stories do you handle to listen, to tell, to make others observe? What have we been doing with ourselves nowadays? We have organized this essay in articles. In the first article, we ask ourselves why is it important to talk and tell stories. We run over the notion of biographeme – proposed by Roland Barthes – which means a powerful strategy to think about the writing of life. The biographeme calls our attention at the same time it reassures the fiction and leans on the fragmentation, on the writing of the details and on the affirmation of intermittent facts, not seeking for a faithful and full register of what existed. Still in this article, we argue the valuableness of producing images of a life as a device to create a biographeme. In the second article, we thought about which stories we handle to tell, to “biographemate”; discuss the purpose of this research as to think about ways of life that are being produced contemporaneously. Thus, we propose a reflection regarding the interface between life styles and the present production of an abusive use of psychotropic drugs, throughout the usage of biografemathicimagetic by fractions of one of the lives (which uses the psychotropic medication) that we found during these two years of research. Therefore, we display the reader not only a biographeme through images from Beatriz, but a reflection regarding the methods of subjectivizing in “state of stillness”.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/2899
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