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Título: CUIDADO de Si e a Produção de Artesãos de Vida:narrativas no Campo da Saúde Mental
Autor(es): DADALTO, C. F.
Orientador: LAVRADOR, M. C. C.
Data do documento: 15-Dez-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: DADALTO, C. F., CUIDADO de Si e a Produção de Artesãos de Vida:narrativas no Campo da Saúde Mental
Resumo: RESUMO Este trabalho se construiu em meio à problematizações das práticas no campo da Saúde Mental, considerando o contexto histórico-político da Reforma Psiquiátrica. Norteou as questões trabalhadas nesse estudo, o conceito ferramenta proposto por Michel Foucault, denominado Cuidado de Si. Foucault, baseado nos gregos, propõe pensar o Cuidado de Si como exercício constante, uma atitude para consigo, para com os outros, para com o mundo, uma forma de atenção. A fim de problematizarmos/pensarmos as práticas de atenção disponibilizadas aos usuários dos serviços de saúde mental e tendo como referencial a noção do Cuidado de Si, utilizamos como estratégia metodológica a cartografia. Assim, acompanhamos o cotidiano de um serviço de saúde mental no interior do Espírito Santo. Para contarmos os acontecimentos experienciados, apropriamo-nos da narrativa de Walter Benjamim. As histórias narradas neste estudo nos auxiliaram no exercício de pensarmos acerca do que temos ajudado a construir com nossas práticas profissionais. Que modos de vida têm se constituídos nesses espaços? E para além desses espaços? Que discursos têm permeado e sido construído com essas práticas? Os Encontros que aconteceram no decorrer deste estudo mostram que: pensar o Cuidado de Si como da ordem do relacional, afirmando que todos os participantes da relação sofrem afecções; e que todos estamos implicados de algum modo nas relações que estabelecemos, coloca-se como um desafio para o cotidiano dos serviços, considerando o modo como as relações profissionais têm se estabelecido no atual contexto sócio-econômico-político. Assim, entendemos que se faz necessária, portanto, uma análise das implicações dos sujeitos presentes nas relações e um mapeamento de quais forças-fluxos têm-nas perpassado. E ainda que, a partir dessas análises, é possível estabelecer com os sujeitos com os quais nos relacionamos práticas que potencializem os mesmos e suas vidas. Entendemos que pensar o Cuidado de Si nos serviços de saúde mental e pensar as vidas que ali estão é pensá-las para além daqueles espaços, uma vez que os mesmos necessitam funcionar como dispositivos, ou seja, como disparadores de outros modos de habitar os verbos da vida. Palavras-chave: Cuidado de Si. Reforma Psiquiátrica. Narrativa.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/2908
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