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Título: Vivendo com hanseníase :representações sociais e impactos no cotidiano
Título(s) alternativo(s): Living with Leprosy: Social Representations and Impacts on Everyday Life
Vivir con Lepra: representaciones sociales e impactos en la vida diaria
Autor(es): Vieira, Michelle Christini Araújo
Coorientador: Nascimento, Célia Regina Rangel
Palavras-chave: Representação social
Hanseníase
Lepra
Impacto da doença
Data do documento: 26-Out-2010
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Este trabalho teve por objetivo verificar as representações sociais da hanseníase e os impactos da doença no cotidiano dos pacientes que foram acometidos e estavam em alta da patologia. Foram entrevistados individualmente dez mulheres e oito homens. Utilizou-se roteiro de entrevista semi-estruturado, que abrangeu: aspecto sócio demográficos; Teste de Associação Livre de Palavras (TALP); imagens mentais; além de questões norteadoras que se fundamentavam na vivência do participante com a patologia, abordando aspectos familiares, sociais, sentimentos e percepções advindas da experiência. Os dados obtidos foram submetidos à Técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin, categorizados e analisados a partir da Teoria das Representações Sociais. Como resultado do TALP, foram obtidas categorias como Doença, Informação sobre a doença, Preconceito, Reações e Deformidades/incapacidades da doença, Sentimento e Tratamento. Relativo às imagens mentais, verificou-se que a imagem construída pelos participantes faz referência ao leproso, representado pelo corpo manchado, pessoa triste e corpo feio e ferido Durante o processo de analise das entrevistas, identificou-se unidades de significados divididas em sentimentos; família; amigos; trabalho e reações e deformidades/incapacidades da doença. Verificamos que o elemento predominante da representação social desta pesquisa ancora-se na Lepra, evidenciada pelos elementos expostos pelos entrevistados como preconceito, medo, sigilo e segredo, presentes em todas as entrevistas. O medo de ser descoberto portador da patologia significava perder sua identidade e assumir a identidade do leproso. Concluímos que, sob uma visão geral, praticamente todos os participantes simbolizaram a construção social negativa em torno da lepra. Observamos que as demandas de saúde mental foram reveladas em praticamente todas as evocações realizadas em torno da Hanseníase. Percebemos que tais necessidades passam despercebidas pelos profissionais. A referência a sentimentos negativos de tristeza, sofrimento, medo, depressão, além da presença de dores, deformidades no corpo e o preconceito foi marcante em todos os momentos da pesquisa e denota a necessidade de investigação e acompanhamento da condição do indivíduo para além dos aspectos específicos de remissão da doença.
Este trabajo tuvo por objetivo investigar las representaciones sociales de la lepra y el impacto de la enfermedad en la vida diaria de los pacientes acometidos y qué tuvieron alta de la enfermedad. Se entrevistó individualmente diez mujeres y ocho hombres. Se utilizó un guión de entrevista semiestructurada, que incluyó: aspectos sociodemográficos; Test de Asociación Libre de Palabras (TALP); imágenes mentales, además de cuestiones orientadoras que se fundamentaban en la vivencia de los participantes con la patología, qué abordó aspectos familiares, sociales, sentimientos y percepciones provenientes de la experiencia. Los datos obtenidos fueron sometidos a la Técnica de Análisis de Contenido propuesta por Bardin, clasificados y analizados con base en la Teoría de Representaciones Sociales. Como resultado del TALP fueron obtenidas categorías como Enfermedad, Informaciones sobre la Enfermedad, Preconcepto, Reacciones y Deformidades/Incapacidades de la enfermedad, Sentimiento y Tratamiento. Con relación a las imágenes mentales se verificó qué la imagen construida por los participantes hace referencia al leproso, representado por el cuerpo manchado, persona triste y cuerpo feo y herido. Durante el proceso de análisis de las entrevistas, fueron identificados unidades de significados divididas en sentimientos, familia, amigos, trabajo y reacciones y deformidades/incapacidades de la enfermedad. Se verificó qué el elemento predominante de la representación social de esta investigación se basa en la Lepra, evidenciada por los elementos expuestos por los encuestados como preconcepto, miedo, sigilo y secreto, presiente en todas las encuestas. El miedo de ser descubierto portador de la patología significaba perder su identidad y asumir la identidad del “leproso”. Se concluyó qué bajo un punto de vista general, prácticamente todos los participantes simbolizaron la construcción social negativa en torno de la “lepra”. Hemos observado que las demandas de salud mental fueron reveladas en prácticamente todas las invocaciones realizadas en torno de la lepra. Percibimos qué tales pasan desapercibidos por los profesionales. La referencia a los sentimientos negativos de tristeza, sufrimiento, miedo, depresión, además de la presencia de dolores, deformidades en el cuerpo y el preconcepto fue evidente en todos los momentos de la investigación y denota la necesidad de investigar y acompañar la condición del individuo más allá de los aspectos específicos de remisión de la enfermedad.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3018
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