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Título: Adolescentes com diabetes Mellitus tipo 1 :seu cotidiano e enfrentamento da doença
Autor(es): Santos, Jocimara Ribeiro dos
Orientador: Enumo, Sônia Regina Fiorim
Data do documento: 23-Ago-2001
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A adolescência tem sido estudada sob diversos ângulos, havendo divergências sobre sua universalidade. Sabe-se que as transformações físicas da puberdade causam também mudanças psicossociais. Essa redefinição de papéis, idéias e atitudes pode ser influenciada pela existência de uma doença como o Diabetes Mellitus Tipo 1, que tem incidência de 1 ou 2 em cada 1000 adolescentes. Estes podem ter, assim, seu cotidiano alterado. Visando descrever e analisar como adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 organizam suas atividades diárias e enfrentam sua condição de doentes crônicos, comparando-os com adolescentes sem a doença, foi realizada esta pesquisa com 15 adolescentes ( 6 meninos e 9 meninas, com idades entre 12 e 20 anos) que freqüentavam Programas de Assistência a Portadores de Diabetes Mellitus da rede de saúde pública de Vitória. Os sujeitos foram submetidos à aplicação coletiva e individualizada do Mapeamento de Atividades Cotidianas (MAC), e a uma entrevista individual, gravada, com questões abertas e fechadas, abordando as estratégias de enfrentamento por eles utilizadas. Para uma comparação descritiva, foi aplicado o MAC, coletivamente, 224 jovens (122 meninas e 102 meninos, entre 12 e 20 anos de idade) sem Diabetes Mellitus, estudantes do Ensino Médio e Fundamental, de escolas públicas da Grande Vitória/ES. Foram feitas análises quantitativas e qualitativas do MAC, propondo-se uma avaliação diferenciada da proposta dos autores; as entrevistas foram avaliadas pelo enfoque da análise de conteúdo. Os dados revelaram que os adolescentes, em geral relatam fazer mais atividades dirigidas para si, dentro de casa, que eram prazerosas, eletivas, sociais, envolviam ação e de controle para consumo de álcool. Dentre as atividades realizadas em casa, estavam: assistir a programas de televisão e ouvir música. Os adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1, apesar de apontarem algumas dificuldades com a doença, relatam não ter o seu cotidiano modificado. Os resultados indicam que esses adolescentes não se diferenciam, de forma significativa, daqueles adolescentes sem Diabetes Mellitus.
The adolescence period has been studied under different approaches, and there are divergences about its universality. It is known, however that the physical transformations of puberty also cause psychosocial changes. This redefinition of roles, thoughts and attitudes can be quite influenced by the existence of a chronic disease as Diabetes Mellitus Type 1, which has the incidence of 1 or 2 in each hundred adolescents. They may have their daily routine altered. With the aim to describe and analyze how Diabetes Mellitus Type 1 affect adolescents’ coping and organize their daily routines, a comparison was made between adolescents with and without the disease. This research was undertaken with 15 adolescents (6 male and 9 female, with their age ranging from 12 to 20 years) enrolled in the Vitória’s public health Diabetes Mellitus Bearers Attendance Programs. The subjects were submitted to the collective and individual application of Daily Activities Map (DAM), (Menandro, Menandro & Oliveira, 1999) and to a closed/open individual interview, about coping. The DAM was applied collectively to 224 young adolescents without disease (122 girls and 102 boys, their age ranging from 12 to 20 years), students from Medium and Fundamental levels, from public schools in greater Vitória/ ES, for a comparative comparison. The data obtained from DAM were analysed through quantitatively and qualitatively analyzed, intending a differentiated evaluation of the author’s proposal; the interviews were content analysis. The data revealed that activities more accomplished by the adolescents were: activities directed to themselves, activities inside their home, pleasant ones, social ones, and that it involved action and control to alcohol consume. The activities more accomplished inside the house were: attending television programs and listening to some music. Despite the joet that Diabetes Mellitus Type 1 affected adolescents, pointing some difficulties in relation to the disease, they didn’t have their routine modified because of the disease. The results indicated that the adolescents with diabetes do not differentiate, in a significant way, from those without the disease.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3042
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