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Título: Comportamentos afetivo-motivacionais e de autorregulação em pré-escolares nascidos prematuras e com baixo peso :avaliação e intervenção em estratégias metacognitivas
Título(s) alternativo(s): Affective-motivational and self-regulation behaviors in preschool born preterm and with low weight: Metacognitive strategies assessment and intervention.
Comportements Affectifs-motivationnels et d’ autorégulation chez des pré-scolaires nés prématurés et dont le poids est bas: Évaluation et intervention dans des stratégies métacognitives.
Autor(es): Turrini, Flávia Almeida
Orientador: Enumo, Sônia Regina Fiorim
Palavras-chave: Comportamentos afetivo-motivacionais
Autorregulação
Data do documento: 21-Mar-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Comportamentos afetivo-motivacionais relacionados à metacognição de regulação na idade pré-escolar podem mediar o desempenho de crianças em risco de problemas no desenvolvimento, como nos casos de prematuridade e baixo peso ao nascimento (PTBP), tema desta pesquisa, realizada com 3 estudos. No Estudo 1, aplicou-se o Checklist para Avaliação do Comportamento Afetivo-Motivacional Infantil (ACAMI) em 15 crianças do G1-PTBP, durante uma prova cognitiva assistida (CATM, com fases Sem Ajuda-SAJ, Assistência-ASS, Manutenção-MAN, Transferência-TRF), mostrando diferenças significativas nos comportamentos não-facilitadores em todas as fases do CATM, especialmente no Engajamento na Tarefa e Estados Emocionais, quando comparadas com 15 crianças nascidas a termo (G2-AT), aos 5 anos de idade. Os resultados corroboram a literatura relacionando fatores afetivo-motivacionais e desempenho cognitivo, e a prematuridade e o baixo peso com riscos para problemas de comportamento. No Estudo 2, 34 crianças do G1-PTBP (17) e do G2-AT (17) responderam a 2 subtestes da de uma prova metacognitiva assistida - Application of Cognitive Functions Scale (ACFS). Os comportamentos durante a ACFS foram registrados pela Behavior Observation Rating Scale (BORS). Ambos os grupos, na fase SAJ, tiveram dificuldades em verbalizar estratégias mnemônicas; usando mais frequentemente a estratégia de Repetição. Mas, tiveram aumento significativo na média de acertos nos 2 subtestes, comparando-se as fases SAJ e MAN. Na BORS, houve diferenças significativas a favor do G2-AT em Autorregulação, Persistência e Tolerância à Frustração, confirmando a diferença entre os grupos. O Estudo 3 analisou os efeitos de um programa de promoção de estratégias metacognitivas (PPEM) no desempenho linguístico, acadêmico, cognitivo, metacognitivo e comportamental das crianças PTBP, em delineamento quase-experimental. No pré-teste, 17 crianças do G1-PTBP e 17 do G2-AT foram avaliadas no desempenho: a) cognitivo tradicional (Raven-MPC) e assistido (CATM e ACAMI); b) metacognitivo assistido (ACFS); c) linguístico receptivo (TVIP) e expressivo (LAVE); d) acadêmico (IAR); e) problemas de comportamento (CBCL-1½-5 anos). Foram submetidas ao PPEM 13 crianças do G1-PTBP (15 sessões, 2 vezes/semana), intervindo-se em: (a) autorregulação comportamental, (b) aprendizagem social e (c) sequência e padrões cognitivos. G1-PTBP (13) e G2-AT (16) passaram pelo pós-teste. No seguimento (após 6 meses), G1-PTBP (9) respondeu as provas assistidas: cognitiva (CATM) e metacognitiva (ACFS). No pré-teste, G2-AT foi significativamente melhor em: repertório pré-alfabetização (IAR); comportamentos internalizantes (CBCL); cognição (CATM - níveis de mediação), nos comportamentos afetivo-motivacionais (ACAMI) e na metacognição de regulação (autorregulação, persistência e tolerância à frustração- ACFS). Após a aplicação do PPEM, houve efeito compensatório, ficando sem diferenças em: problemas de comportamento, repertório pré-alfabetização, níveis de mediação e autorregulação. No seguimento, G1-PTBP melhorou nos comportamentos afetivo-motivacionais (ACAMI). O PPEM permitiu o desenvolvimento de habilidades básicas para escolarização, nesse grupo de risco para fracasso escolar. Como Apêndice, um capítulo de livro ilustra 2 casos do G1-PTBP, destacando o papel dos comportamentos afetivo-motivacionais e de autorregulação, como fatores de risco e de proteção capazes de mediar os efeitos potenciais do risco ao desenvolvimento.
Comportamentos afetivo-motivacionais relacionados à metacognição de regulação na idade pré-escolar podem mediar o desempenho de crianças em risco de problemas no desenvolvimento, como nos casos de prematuridade e baixo peso ao nascimento (PTBP), tema desta pesquisa, realizada com 3 estudos. No Estudo 1, aplicou-se o “Checklist para Avaliação do Comportamento Afetivo-Motivacional Infantil” (ACAMI) em 15 crianças do G1-PTBP, durante uma prova cognitiva assistida (CATM, com fases Sem Ajuda-SAJ, Assistência-ASS, Manutenção-MAN, Transferência-TRF), mostrando diferenças significativas nos comportamentos não-facilitadores em todas as fases do CATM, especialmente no Engajamento na Tarefa e Estados Emocionais, quando comparadas com 15 crianças nascidas a termo (G2-AT), aos 5 anos de idade. Os resultados corroboram a literatura relacionando fatores afetivo -motivacionais e desempenho cognitivo, e a prematuridade e o baixo peso com riscos para problemas de comportamento. No Estudo 2, 34 crianças do G1-PTBP (17) e do G2-AT (17) responderam a 2 subtestes da de uma prova metacognitiva assistida - Application of Cognitive Functions Scale (ACFS). Os comportamentos durante a ACFS foram registrados pela Behavior Observation Rating Scale (BORS). Ambos os grupos, na fase SAJ, tiveram dificuldades em verbalizar estratégias mnemônicas; usando mais frequentemente a estratégia de Repetição. Mas, tiveram aumento significativo na média de acertos nos 2 subtestes, comparando-se as fases SAJ e MAN. Na BORS, houve diferenças significativas a favor do G2-AT em Autorregulação, Persistência e Tolerância à Frustração, confirmando a diferença entre os grupos. O Estudo 3 analisou os efeitos de um programa de promoção de estratégias metacognitivas (PPEM) no desempenho cognitivo, metacognitivo e comportamental das crianç as PTBP, em delineamento quase-experimental. No pré-teste, 17 crianças do G1-PTBP e 17 do G2- AT foram avaliadas no desempenho: cognitivo assistido (CATM e ACAMI) e metacognitivo assistido (ACFS). Foram submetidas ao PPEM 13 crianças do G1-PTBP (15 sessões, 2 vezes/semana), intervindo-se em: (a) autorregulação comportamental, (b) aprendizagem social e (c) sequência e padrões cognitivos. G1-PTBP (13) e G2-AT (16) passaram pelo pós-teste. No seguimento (após 6 meses), G1-PTBP (9) respondeu as provas assistidas: cognitiva (CATM) e metacognitiva (ACFS). No pré-teste, G2-AT foi significativamente melhor em: cognição (CATM - níveis de mediação), nos comportamentos afetivo-motivacionais (ACAMI) e na “metacognição de regulação” (autorregulação, persistência e tolerância à frustração- ACFS). Após a aplicação do PPEM, houve efeito compensatório, ficando sem diferenças em: problemas de comportamento, níveis de mediação e autorregulação. No seguimento, G1-PTBP melhorou nos comportamentos afetivo-motivacionais (ACAMI). O PPEM permitiu o desenvolvimento de comportamentos de autorregulação necessários para o bem desempenho escolar. Como Apêndice, um capítulo de livro ilustra 2 casos do G1 -PTBP, destacando o papel dos comportamentos afetivo-motivacionais e de autorregulação, como fatores de risco e de proteção capazes de mediar os efeitos potenciais do risco ao desenvolvimento.
Comportements affectifs-motivationnels et en relation avec la métacognition de régulation à l’âge pré-scolaire peuvent servir de médiateur à la performance d’enfants dont le développement est en risque, comme dans les cas de prématurité et de bas poids à la naissance (PTBP), thème de la présente recherche, réalisée en trois études. Dans l’étude 1, on a appliqué le “Checklist pour Évaluation du Comportement Affectif Motivationnel Infantile” (ACAMI), à quinze enfants du G1-PTBP, pendant une épreuve cognitive assistée (CATM, avec les phases Sans Aide, Assistance, Maintien), qui a démontré, par là, des différences significatives dans les comportements “nonfacilitateurs” à toutes les étapes du CATM, notamment dans l’Engagement dans la Tâche et États Émotionnels, quand ces enfants ont été comparés à 15 enfants nés à terme (G2-AT), âgés de cinq ans. Les résultats ratifient la littérature qui met en relation des facteurs affectifs-motivationnels et performance cognitive, et la prématurité et le bas poids risquant des problèmes de conduite. Dans l’Étude 2, trente-quatre enfants du G1-PTBP (17) et du G2-AT (17) ont répondu à deux sous-tests d’une épreuve métacognitive assistée – Application of Cognitive Functions Scale (ACFS). Les comportements, pendant l’ ACFS ont été enrgistrés par la Behavior Observation Rating Scale (BORS). Les deux groupes, dans la phase SAJ, ont eu du mal à verbaliser des stratégies mnémoniques; mais ils ont eu une augmentation significative dans la moyenne de réussite dans les deux sous-tests dans la comparaison entre les étapes SAJ et MAN, utilisant, le plus souvent, la stratégie de Répétition. Dans la BORS, il y a eu des différences significatives en faveur du G2-AT en Autorégulation, Persistance et Tolérance à la Frustration, confirmant ainsi la différence entre les groupes, maintenant au moyen d’une épreuve assistée. L’étude 3 a analysé les effets d’un programme de mise en oeuvre de stratégies métacognitives (PPEM) dans la performance cognitive, métacognitive et comportementale de ces enfants dans une perspective presque expérimentale. Dans le pré-test, 17 enfants du G1-PTBP et 17 du G2-AT ont été évalués dans leur perfomance: cognitive assistée (CATM, opérations cognitives et ACAMI) e métacognitive assistée (ACFS). 13 enfants du G1-PTBP (15 séances, deux fois par semaine) ont été soumis au PPEM le programme étant intervenu en: (a) autorégulation comportementale, (b) apprentissage social et (c) suite et canons cognitifs. G1-PTBP (13) et G2-AT (16) sont passés par le post-test. Dans une autre étape (six mois après), G1- PTBP (9) a répondu aux épreuves assistées: cognitive (CATM) et métacognifive (ACFS). Dans le pré-test, G2-AT a été significativement mieux en: répertoire préalphabétisation (IAR); comportements intériorisants (CBCL); cognition (CATM) – niveaux de médiation; opérations cognitives), dans les comportements affectifsmotivationnels (ACAMI) et dans la “métacognition de régulation” (autorégulation, persistance et tolérance face à la frustration – ACFS). Après l’application du PPEM, un effet compensatoire s’est produit, restant sans différences en ce qui concerne des problèmes de conduite, répertoire pré-alphabétisation, niveaux de médiation et autorégulation. Dans la phase qui s’est suivie, G1-PTBP a amélioré dans les comportements affectifs-motivationnels (ACAMI). Le PPEM permis le développement de comportements d'autorégulation nécessaires à une bonne performance académique. Comme appendice, un châpitre de livre illustre deux cas de G1-PTBP, mettant en évidence le rôle des comportements affectis-motivationnels et d’autorégulation, en tant que facteurs de risque et de protection capables de servir de médiateur aux effets potentiels de risque au développement.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3119
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