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Título: Ficcionalização e autoficcionalização em alguma parte alguma : do processo maquínico de construção e desconstrução de si na poesia de Ferreira Gullar
Autor(es): Tavares, Felipe de Almeida
Orientador: Amaral, Sérgio da Fonseca
Palavras-chave: Gullar, Ferreira, 1930- – Crítica e interpretação
Autoria
Literatura brasileira – História e crítica
Data do documento: 24-Jan-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O objetivo do trabalho é desenvolver o conceito de autoficcionalização do sujeito na poesia de Ferreira Gullar. Uma vez que tal conceito não fora encontrado em nenhum texto da bibliografia estudada nos apoiaremos nos princípios de Gilles Deleuze acerca dos corpóreos e incorpóreos e seu devir puro. Partindo da ideia de que a palavra autoficcionalização é um deverbal, ou seja, um substantivo que surge a partir de um verbo ficcionalizar torna-se possível entender que, enquanto fenômeno verbal proveniente do ato de escrever, o sujeito criado através da autoficcionalização será mero efeito de superfície, ou seja, um efeito possibilitado pela linguagem, mais especificamente, pela ação verbal presente no ato de escrever. Dessa forma, bastaria ao autor escrever, utilizando-se da primeira pessoa, para que, consciente ou não, produzisse esse efeito de superfície que chamaremos autoficcionalização do sujeito, que difere de autoficção, pois, ao contrário dela, não pressupõe uma relação de causa e efeito e acontece independente da vontade do autor.
The purpose of this study is to develop the concept of autofictionalization of the subject in Ferreira Gullar’s poetry. Since this concept was not found in any text studied in the literature review, we hold our beliefs in Gilles Delleuze’s and Felix Guattari’s principles about the corporeal and incorporeal, and their pure transformation. Starting from the idea that the phrase autofictionalization is deverbative, i.e. a noun that comes from a verb - fictionalize – it is possible to understand that, as a verbal phenomenon from the act of writing, the subject created through autofictionalization will merely have a surface effect, i.e. an effect made possible by language, more specifically, by the verbal action present in the act of writing. Thus, an author would only need writing in first person, so that, consciously or not, this effect would be produced. Our understanding of autofictionalization – the surface effects – differs from the idea of autofiction, since, unlike the latter, it does not imply a cause and effect relationship and takes place regardless the author’s will
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3275
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