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Título: A crise do sistema políade : a redefinição da identidade ateniense nos discursos de Isócrates e Demóstenes (séc. V e IV a.C.)
Autor(es): André, Alessandra
Orientador: Silva, Gilvan Ventura da, 1967-
Data do documento: 16-Abr-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Após a Guerra do Peloponeso (431-404), a Hélade entra em uma profunda crise social, e as stáseis se tornam constantes. Esta crise afetará todos os âmbitos da vida das póleis, colocando em risco o próprio sistema políade. Ao mesmo tempo, desponta, no cenário grego, uma nova força, encarnada na figura do rei da Macedônia, Filipe II, que passa a intervir diretamente na complicada política da Hélade. Nesse contexto, surgem facções com posicionamentos distintos diante da interferência da Macedônia. Do ponto de vista cultural, teremos, nesse momento, uma redefinição da identidade grega no confronto com macedônios e persas. Para tanto, dois oradores atenienses desempenharão um importante papel: Isócrates e Demóstenes. Isócrates defende o ideal político da cosmopólis, acalentando o sonho de ver os gregos unidos contra o Império Aquemênida, sob o comando de Filipe II, que passa então as ser considerado grego em oposição ao persa, qualificado como bárbaro. Demóstenes, por sua vez, mostra-se a favor da manutenção do sistema políade característico do século V a.C. Para o orador, a pólis é uma organização política vital, razão pela qual considera Filipe o verdadeiro inimigo a ser combatido visto que o expansionismo macedônio coloca em risco a pólis. Demóstenes apela então aos gregos para que se unam numa ampla coalização contra a ameaça bárbara representada pelo rei da Macedônia. Tendo em vista tais considerações, procuramos, nesta dissertação, analisar a luta de representações que se estabelece na Hélade a partir do final da Guerra do Peloponeso, com base nas reflexões políticas de Isócrates e Demóstenes, com especial referência às figuras de alteridade que são por eles construídas dentro de uma lógica de oposição entre gregos e bárbaros.
After the War of Peloponnesus (431 - 404 B.C.), Helade enters in a deep social crisis and the stáseis become constants. This crisis will affect all the scopes of the life of poleis, placing in risk the proper system políade. At the same time a new force appears at Greek scene, fleshcolor in the figure of the king of Macedonia, Philip II, which starts to intervene directly in the complicated politics of Helade. In this context, factions with distinct positioning appear faced with the interference of Macedonia. From the cultural point of view we will have, at this moment, a redefinition of the identity Greek in the confrontation with Macedonians and Persians. For in such a way, two Athenian orators will play an important role: Isocrates and Demosthenes. Isocrates defends the ideal of the cosmopolis, lulling to sleep the dream to see the Greeks joined against the Aquemênida Empire under the command of Philip II, which it passes then to be considered Greek in opposition the Persian, qualified as barbarous. Demosthenes, in turn, reveals in favor of the maintenance of the system políade characteristic of century V B.C. For the orator, the polis was a vital politics organization, reason by which considered Filipe the true enemy to be fought in the measure where the Macedonian expansionism placed at risk the polis. Then, Demosthenes appeals to the Greeks so that they are joined in an ample coalition against the barbarous threat represented by the king of Macedonia. In view of such consideration we get in touch, in this dissertation, to analyze the fight of representations that establishes in Helade from the end of the War of Peloponnesus on basis of Isocrates and Demosthenes’ politics reflections, with special reference to the distinct figures that they are for them constructed inside of a logic of opposition between Greeks and Barbarians.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3324
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