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Título: Violência e intolerância sob o governo de Constâncio II : as implicações sociopolíticas do arianismo
Autor(es): Entringer, Giovanna
Orientador: Silva, Gilvan Ventura da
Data do documento: 2-Abr-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O objetivo desta dissertação é discutir o impacto político-social do arianismo sob o governo de Constâncio II (337-362 a.C.). O arianismo surgiu das pregações do presbítero egípcio Ário, que questionava a divindade de Cristo. Suas idéias, mesmo condenadas pelo bispo de Alexandria, Alexandre, se espalhavam pelo Império, dividindo a opinião dos cristãos e deram início a uma controvérsia jamais vista. O arianismo mobilizou por décadas vários segmentos da sociedade romana incluindo clérigos, leigos e imperadores. A ausência de uma doutrina que pudesse ser aceita por todos desencadeia a convocação de muitos concílios que não conseguem resolver a querela. Os imperadores, principalmente Constancio II, iniciaram uma política de interferência junto à Igreja. Constâncio dá inicio a uma política de exílio e prisão contra aqueles que eram considerados uma ameaça a ordem e a unidade da Igreja. Mas, essa atuação tão direta sobre as comunidades cristãs gerou muitas reações. A reação de Atanásio foi bastante intensa razão pela qual o bispo foi exilado duas vezes por Constâncio. Reconhecido como o principal opositor aos arianos, Atanásio nos legou um conjunto de documentos que nos auxiliam a investigar tanto sua posição perante o poder imperial quanto o alcance da controvérsia ariana no período. A mobilização da população do Império, particularmente no Oriente, em torno da controvérsia ariana nos auxilia a compreender o clima de intolerância religiosa da época, com destaque para a cidade de Alexandria, onde veremos a irrupção de numerosos conflitos opondo arianos e nicenos.
The aim of this dissertation is to discuss the political and social impact of Arianism under the government of Constâncius II (337-362 BC). The Arianism emerged from the preaching of the Egyptian presbyter Arius, which questioned the divinity of Christ. His ideas spread through Empire even when they have been condemned by the bishop of Alexandria, Alexandre. These ideas divided the Christians’ view and began a controversy ever seen before. For decades, the Arianism mobilized many strata of Roman society including clergy, laity and emperors. The absence of a doctrine that could be accepted by all bring about many councils that failed to solve the quarrel. The emperors, especially Constancius II, started a policy of interference in the church. Constantius initiates a policy of exile and imprisonment against those who were considered a menace to the order and unity of the Church. But this direct action on Christian communities produced many reactions. The reaction of Athanasius was quite intense which is why the bishop was exiled twice by Constantius. Known as the main opponent to the Arians, Athanasius left us a set of documents that help us to investigate his position towards the imperial power and we also will be able to learn about the importance of Arian controversy in the period. The mobilization of the population of the Empire, particularly in the East, because of the Arian controversy helps us to understand the scenario of religious intolerance at that time and in the city of Alexandria where we see the emergence of numerous conflicts in which Arians and Nicene were on opposing sides.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3326
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