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Título: A sutileza da discriminação de gênero na nomenclatura dos logradouros públicos. Vitória (ES). 1970-2000
Autor(es): Nader, Penha Mara Fernandes
Orientador: Nader, Maria Beatriz
Data do documento: 17-Out-2007
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O movimento feminista como um movimento social que surge em reação à prática social discriminatória, denunciou diversas formas de tratamento diferenciado contra as mulheres e influenciou mudanças na sociedade, lutando por transformações na forma como o poder é exercido. A segunda onda do movimento feminista no Brasil, que surgiu num ambiente de forte contestação ao Regime Militar e aos valores tradicionais, coincide com o período de mudanças em Vitória decorrentes do processo de industrialização que alteraram substancialmente o perfil econômico, político, social e cultural da sociedade vitoriense. O presente trabalho revela o caráter sutil da discriminação de gênero na nomenclatura dos logradouros públicos do município de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, na medida em que os nomes escolhidos pelo poder público para denominar as ruas, as avenidas e demais logradouros – portanto, para ganharem a posteridade - são predominantemente os de homens, encobrindo um preconceito significativo, despojando a mulher da memória da cidade. O Poder Público Municipal (Prefeitura e Câmara de Vereadores) possui a prerrogativa legal de nomear os logradouros das cidades, mas nem sempre ele considera a devida parcimônia entre nomes de homens e mulheres na hora de escolher quem receberá o tributo. A homenagem póstuma, como um sinal de reconhecimentos de méritos, não escapa ao quadro mais geral de discriminação sistemática de gênero que caracteriza a sociedade que adotou e mantém esta tradição universal. As mulheres são pouco lembradas com seus nomes nos logradouros como se elas não fossem dignas de recebimento dessa homenagem. O conceito de gênero, fundamental para discutir as desigualdades entre os homens e as mulheres evidencia que essas desigualdades não são naturais, mas produto e processo das relações sociais e culturais construídas historicamente e permeadas por relações de poder.
The feminist movement, as a social movement reacting to the discriminatory social practices has denounced several forms of diferent treatment against women and influenced several changes in society, struggling towards changes in the way power is imposed. The second wave of the feminist movement in Brazil was constructed in an environment of strong dispute with the Military System and with the traditional values and matches the period of changes in Vitória resulting form the industrialization process that substantially changed the economic, political, social and cultural profile of the Vitória society. This paper discloses the subtle character of the gender discrimination in the naming of public places in Vitória Municipality, which is the capital of the State of Espírito Santo, as the names picked for the streets, avenues and other places - therefore, to remam for posterity - are prevailingly man’s names, covering a signiflcant bias, as it keeps women away from the city history and city memory. lhe Municipal Public Power (Mayor Ship and Representatives) have the legal power to name the city places, however, not always they consider the due proportion between names of men and women at the time of choosing who will be granted the tribute, lhe posthumous homage, as a sign of merít acknowledgement, is not far from the general picture of systematic discrimination of genders that characterizes the socíety that adopted and keeps this universal tradition. Women are not welI remembered by their names in places, as if women were not worthy of receiving such a homage. lhe gender concept, crucial to discuss unbalances between men and women evidences that they are not natural, however product and process in the social and cultural relations, historically built and permeated by power relations.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3388
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