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Título: A colônia imaginada : Anchieta e as metamorfoses do imaginário medieval na América portuguesa (1534-1597)
Autor(es): Alvim, Davis Moreira
Orientador: Costa, Ricardo da
Data do documento: 15-Dez-2004
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A pesquisa trata do imaginário do padre José de Anchieta (1534-1597), analisando suas raizes medievais, bem como sua metamorfoses na América portuguesa. Anchieta utilizou o bestiários medievais, demonologia; direcinou a políca terrena para o mundo espiritual;acrediou contar com a ajuda celeste através de hierofanias e flagelos; apregoou a guerra justa em nome de Deus e da conversão do infiel; provideniou uma boa morte para várias pessoas; desejou para si e declamou para os outros o ideal do martírio; defendeu a subordinaçõ o governante a Deus e fundamentou a autoridad do poder secular concedido diretamente pela Divindade. Utilizei como documentação algumas cartas escritas por jesuítas que abrangem o período de 1554 1594 e o poema épico de De Gestis Mendi de Saa, escrito provavlmente no período de 1560 a 1562 e publicado em Portugal pela primeira vez no ano de 1563. Os principais temas explorados pela pesquisa foram: o índio, o sagrado, a morte, a guerra e o tomismo. Temas separados de forma arbitária e didática na exposição, mas que se misturam e dão sentido um ao outro, pois o pensamento anchietano, como o medieval não via nítida entre os fins da política e da religião, aproximava e dialogava mundando com espiritual subordinando o primeiro ao último,; vivia e agia em nome de Deus único, presente, militrizado; enfin, direcionva a guerra, o governo e o momento da morte, para Deus.
The research presented hereinafter deals with Jesuit priest Jose de Anchieta‟s (1534-1597) imaginary, by analyzing their medieval roots, as well as their metamorphoses in Portuguese America. Anchieta made use of medieval beastiaries, the demonology; directed earthly politics towards the spiritual world; believed he could count on heavenly support by means of hierophanies and chastisements; proclaimed the so-called fair war in God‟s name for the conversion of the heathen; provided several people with a good death; wished for himself and called others to adhere to the ideal of martyrdom; defended the governor’s subordination to God and founded government authority on the power directly granted by the Deity. I have used as documentation some letters written by the Jesuit priest himself, comprising the period from 1554 to 1594, and the epic poem De Gestis Mendi de Saa, probably written within the period from 1560 to 1562 and published in Portugal by the first time in 1563. The main themes approached by the research were: the indian, the sacred, death, war, and tomism. Such themes have been set apart in an arbitrarian and didactic way during the explanation, but they surely intermingle and provide each other with sense, since Anchietan thought, as medieval thought likewise, would see no clear boundary between the purposes of politics and those of religion; would approach and deal with the worldly and the spiritual, by subordinating the former to the latter; would live and act on behalf of a sole, omnipresent, militarized God; and after all, would direct war, the government and the instant of death towards God.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3395
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