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Título: O Processo de Modernização Autoritária Da agricultura no Espírito Santo: Os Índios tupinikin e Guarani Mbya e a Empresa aracruz Celulose S/a (19671983)
Autor(es): LOUREIRO, K.
Orientador: MOREIRA, V. M. L.
Data do documento: 7-Abr-2006
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LOUREIRO, K., O Processo de Modernização Autoritária Da agricultura no Espírito Santo: Os Índios tupinikin e Guarani Mbya e a Empresa aracruz Celulose S/a (19671983)
Resumo: Demonstra que a implantação da empresa Aracruz Celulose S/A (1972) no município de Aracruz, litoral norte do estado do Espírito Santo, é resultado de uma política agrária em consonância com o projeto dos generais-presidentes ao longo da ditadura militar no Brasil, uma vez que, as decisões sobre a questão da terra se concentravam em seus gabinetes e que os militares golpistas não só incentivavam os grandes projetos de investimentos agroindustriais, como também impediam a maior participação da sociedade brasileira na discussão sobre as conseqüências desses empreendimentos. Esclarece que a instalação da Aracruz Celulose é resultante de fatores relacionados à dinâmica capitalista internacional, nacional e estadual: em âmbito internacional, por ser este um contexto favorável, devido à expansão acelerada do comércio internacional e da disponibilidade de capitais para investimento e financiamento; em âmbito nacional, porque os incentivos estatais à modernização da agricultura no período entre 1960 e 1980 provocaram mudanças estruturais no setor; em âmbito estadual, porque a política fundiária dos governos militares veio ao encontro dos interesses da elite local, que, para promover a diversificação e/ou industrialização da economia estadual, até então demasiadamente dependente da cultura do café, não poupou esforços para atingir seus objetivos. Destaca que a instalação da Aracruz Celulose no município de Aracruz não só alterou significativamente o padrão de posse e de uso da terra, como também atingiu sobremaneira as populações preexistentes (comunidades indígenas, remanescentes de quilombos, pequenos agricultores, posseiros). À luz desses acontecimentos, busca analisar o desenvolvimento da luta pelo reconhecimento tétnico dos índios Tupinikin e do conflito pela posse das terras indígenas Tupinikin e Guarani Mbya, desencadeados pela implantação da indústria de celulose no município de Aracruz, entre os anos de 1967 a 1983. Palavras-chave: Aracruz Celulose; Posse de terras indígenas - conflitos; Identidade étnica.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3407
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