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Título: Roma e a Representação de Domínio do Mundo no Contexto das Guerras Púnicas: uma Leitura das Histórias, de Políbio
Autor(es): SILVA, J. G. R.
Orientador: SILVA, G. V.
Palavras-chave: 1
Polibio
2
Identificação social
3
Representações socias
Data do documento: 4-Mai-2010
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SILVA, J. G. R., Roma e a Representação de Domínio do Mundo no Contexto das Guerras Púnicas: uma Leitura das Histórias, de Políbio
Resumo: No período das Guerras Púnicas ocorre uma mudança fundamental na história de Roma. A nobreza romana, antes detentora do domínio na esfera da Península Itálica, torna-se representante da principal potência no Mediterrâneo. Mas nesse período surgem, igualmente, mudanças na forma em que essa nobreza expressa o poder em seu posicionamento político perante outros povos e no conceito do que é ser romano. Nosso estudo procura demonstrar essas mudanças de comportamento e idéias como resultantes do processo de produção da identidade e da representação romanas de domínio do mundo, processo gerado pelas inter-relações entre romanos e cartagineses naquele período. A fonte textual para o estudo é a obra de Políbio, as Histórias, o relato mais antigo e próximo dessas guerras que chegou aos nossos dias. Analisamos a fonte a partir da perspectiva da transmissão histórica de significados e da apreensão destes em símbolos que expressam, através de ações, comportamentos e atitudes transcritas por Políbio, assim como das interpretações e opiniões do historiador grego, as disposições e motivações dos indivíduos e grupos presentes na obra. De acordo com nossa análise, as interações entre romanos e cartagineses no período das Guerras Púnicas foram responsáveis, tanto pela produção daquelas identidade e representação de domínio mundial, quanto da alteridade em relação aos cartagineses posto que a identidade é dependente da marcação da diferença , alteridade simbolizada na figura de Aníbal, percebido como a reificação de Cartago. Em outras palavras, com as Guerras Púnicas, a realidade, da forma que era percebida pelos romanos, se transforma. Portanto, aquelas interações geraram uma nova forma de agir nos romanos: as atitudes romanas ante outros povos passam a traduzir um discurso altamente impositivo, que exprime a nova visão romana do mundo como dominado. O estudo permitiu também observar que o início da dissensão interna à nobilitas romana, após a Segunda Guerra Púnica, foi devido em parte a essa mesma produção de identidade e representação de domínio sobre o mundo.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3446
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