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Título: Depois dos jesuítas : a economia colonial do Espírito Santo (1750-1800)
Autor(es): Conde, Bruno Santos
Orientador: Campos, Adriana Pereira
Data do documento: 3-Jun-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A presente dissertação corresponde a um esforço no sentido de caracterizar a realidade econômica do Espírito Santo durante a segunda metade do século XVIII, em especial nos anos posteriores à expulsão dos jesuítas, ocorrida em 1759. Tal expulsão foi o principal desdobramento de todo um processo de mudança em curso na administração do império português, o qual também resultou na renovação do interesse lusitano por regiões da colônia até então relegadas a um segundo plano. Naquele contexto, a coroa implementou diversas ações para ampliar o poder sobre suas vastas possessões e, ao mesmo tempo, torná-las mais lucrativas. Desse modo, tenta-se elucidar neste trabalho o modo como o Espírito Santo lidou com duas dinâmicas interligadas: o regresso dos jesuítas, tão importantes do ponto de vista da catequese, da economia e até da ocupação territorial; bem como a renovação do interesse português pela capitania, algo que modificou o caráter da inserção local na estrutura econômica colonial. O ano de 1750 foi escolhido como baliza inicial por marcar a chegada ao poder do marquês de Pombal, indivíduo que personificou a maioria das transformações do império no período. A finalização em 1800 está ligada à posse de Silva Pontes como governador da capitania espírito-santense. Sua chegada concretizou muitos elementos do processo em curso desde 1750, mas inaugurou também uma nova época local, cujas marcas moldaram um contexto diferenciado em relação à segunda metade do Setecentos. As fontes do Arquivo Histórico Ultramarino, bem como inventários post-mortem, cartas avulsas e extensa bibliografia, serviram como base para compor as idéias aqui defendidas.
This work develops an effort in a way to characterize the economical reality of Espírito Santo during the second half of the eighteenth century, especially after the Jesuits expulsion, in 1759. This event was the main consequence of a whole process of changing within the administration of the Portuguese Empire, which also resulted in a renewal of the Portuguese interest on the colonial regions, as they were relegated to a second plan. In this context, the Portuguese crown implemented a series of actions to enhance the power on their vast possessions and, at the sime time, to enlarge their profits. Thus, this work attempts to elucidate the way that Espírito Santo dealt with two interconnected dynamics: the return of the Jesuits, whose work were so important if taken by their educational, economical and territorial occupation role, as well as the renewal of the Portuguese interest on the capitania, something that changed the character of its inception on the economical colony structure. Their arrival engendered a lot of elements of the process in course since 1750, but also started a new local era, which marks have shaped a different context from the one related to the second half of the Eighteenth Century. The historical sources of the Arquivo Histórico Ultramarino, as well as the post-mortem inventories, letters and extended bibliography served as bases to develop the ideas that are defended in this work.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3484
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