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Título: Retextualização e referenciação: uma análise do objeto-de-discurso em Romeu e Julieta de Shakespeare e nos quadrinhos de Maurício de Sousa.
Autor(es): COELHO, G. P.
Orientador: LINS, M. P. P.
Palavras-chave: Referenciação
Retextualização
Romeu e Julieta
Gêneros
Data do documento: 13-Dez-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: COELHO, G. P., Retextualização e referenciação: uma análise do objeto-de-discurso em Romeu e Julieta de Shakespeare e nos quadrinhos de Maurício de Sousa.
Resumo: A pesquisa proposta pretende, partindo dos pressupostos da Linguística Textual de base sociocognitivista e interacional, apresentar um estudo do processo de referenciação e a construção do objeto-de-discurso, priorizando o trabalho com o texto retextualizado. Sabe-se que a retextualização não é apenas a passagem de um texto-base para outro, mas, sim, implica uma nova forma de (re) contar um mesmo fato já escrito ou dito anteriormente, mediante modificações de caráter linguístico e extra-linguístico. Diante desta perspectiva nota-se que o processo de referenciação está intimamente ligado às reformulações textuais, e contextuais, pois constitui-se como uma atividade discursiva de produção de sentido. À luz dessas considerações, convém dizer que objetivamos analisar uma das histórias vividas pela Turma da Mônica, em que Maurício de Sousa retextualiza o clássico Romeu e Julieta, de Willian Shakespeare. Delimitamos nossa escolha na análise dos personagens Romeu e Julieta enquanto objetos-de-discurso construídos em ambas as obras. O aporte teórico contará com estudos de Koch (2005, 2011), Marcuschi (2008, 2010), Mondada & Dubois (2003), Delllsola (2007) e Cavalcante (2011). Após ser realizado um levantamento bibliográfico sobre o processo de referenciação, retextualização e intergenericidade, o trabalho seguirá com uma pesquisa analítica comparativa do corpus focalizado, buscando esclarecer as seguintes indagações: 1) Como se processa a construção do objeto-de-discurso mediante visões discursivas diferenciadas, dentro de duas obras com características textuais bastante diferentes? 2) É possível ao produtor da retextualização criar um novo espaço, uma nova história, utilizando outro gênero textual, sem, contudo, perder o propósito da progressão discursiva do texto-base? Tendo em vista o assunto tratado, esta pesquisa justifica-se pois a referenciação em termos de construção de objeto-de-discurso vai além das construções linguísticas, estruturarando-se através de uma negociação social entre visões discursivas diferenciadas, que podem ocorrer de acordo com o ponto de vista do enunciador, mediante fatores contextuais sobretudo quanto ao gênero textual empregado, vindo a influenciar a proposta de retextualização enquanto nova produção textual.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3767
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