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Título: O CONTATO LINGUÍSTICO ENTRE O VÊNETO E O PORTUGUÊS EM SÃO BENTO DE URÂNIA, ALFREDO CHAVES, ES: UMA ANÁLISE SÓCIO-HISTÓRICA
Autor(es): COMINOTTI, K. S. S.
Orientador: PERES, E. P.
Palavras-chave: Palavras-chave: Contato linguístico
Imigração italiana no E
Data do documento: 10-Jun-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: COMINOTTI, K. S. S., O CONTATO LINGUÍSTICO ENTRE O VÊNETO E O PORTUGUÊS EM SÃO BENTO DE URÂNIA, ALFREDO CHAVES, ES: UMA ANÁLISE SÓCIO-HISTÓRICA
Resumo: A história do Brasil, sempre foi permeada por contatos linguísticos. O Espírito Santo caracteriza-se pelo contato do português com línguas indígenas, africanas e as dos imigrantes europeus que colonizaram o estado no século XIX. Nesse contexto, assumem posição de destaque os dialetos italianos, especialmente o vêneto, pelo número de falantes e áreas ocupadas. Assim, o objetivo deste estudo é investigar o processo de manutenção/substituição do vêneto no distrito de São Bento de Urânia, zona rural do município de Alfredo Chaves, Espírito Santo. Para alcançar esse objetivo, foram realizadas entrevistas nesse distrito, que versaram sobre as tradições históricas da comunidade, a família, a religião e a escola. A análise tomou por base os pressupostos da Sociolinguística na vertente do Contato Linguístico, baseando-nos em teóricos como Weinreich (1953), Fishman (1968; 1972), Appel e Muysken (1996), Coulmas (2005) e outros, que discutem temas pertinentes à pesquisa em questão: o contato linguístico e a manutenção/substituição de línguas minoritárias. Além desse aparato bibliográfico, este estudo se vale da abordagem qualitativa, que permite uma análise mais reveladora das entrevistas feitas com descendentes de imigrantes italianos. Os resultados, demonstrados por meio de tabelas, gráficos e da análise interpretativa de excertos de entrevistas, evidenciam que a comunidade mantém a cultura italiana quando se trata de comida, música e alguns jogos e entretenimento. Contudo, com respeito ao vêneto, este praticamente desapareceu, pois é falado por uma minoria dos moradores, quase sempre idosos. Os entrevistados demonstram não apenas sentimentos positivos em relação a seus antepassados, mas também o desejo de haver aprendido a língua dos ancestrais. Diante desses resultados, mostramos que o momento atual requer atenção e cuidado para com o vêneto, visto que foram encontradas evidências de um processo de substituição iminente.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3788
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