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Título: Transitividade : no princípio era o verbo, mas agora o foco é toda a sentença...
Autor(es): Stein, Allan Costa
Orientador: Rocha, Lúcia Helena Peyroton da
Data do documento: 15-Dez-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Tradicionalmente a transitividade tem sido contemplada como uma propriedade de certos nomes e verbos. De maneira geral, são considerados transitivos os lexemas que, em função de sua incompletude semântica, exigem a presença de um complemento que lhes integre o sentido e contribua para a gramaticalidade da sentença. Entretanto, esse fenômeno é muito mais complexo do que sugerem os gramáticos tradicionais, sendo, portanto, conveniente analisá-lo de outras perspectivas, supostamente mais adequadas. Deste modo, defendemos, no presente trabalho, a pertinência de se contemplar a transitividade de um viés funcionalista, mais especificamente a partir dos postulados de Hopper e Thompson (1980), os quais consideram o fenômeno uma propriedade que, de maneira escalar, envolve toda a sentença. Baseados na análise de um texto narrativo, produzido em situação de entrevista por um informante com 7 anos de idade, confirmamos a hipótese de que os falantes manipulam o sistema de transitividade com vistas a atender seus propósitos comunicativos, porque os trechos com maior grau de transitividade estão associados ao plano de figura, enquanto os trechos menos transitivos, ao plano de fundo. Além disso, a partir do estudo de 280 sentenças produzidas por 20 informantes entre 4 e 7 anos de idade, demonstramos que as sentenças mais frequentes na fala desse grupo são as de transitividade média (41%), seguidas das de transitividade alta e das de transitividade baixa, que respondem, respectivamente, por 36 e 23% do total de ocorrências. Essas informações, quando comparadas com os achados de Thompson e Hopper (2001), evidenciam que as formas de manifestações da transitividade estão diretamente relacionadas ao modo como os diferentes gêneros discursivos se configuram.
Traditionally the transitivity is considered a property of some names and verbs. In general, the lexemes that require the presence of an complement for integrate the sense of them, are considered transitive. However, the transitivity is a more complex phenomenon than the grammarians suggest. It is therefore necessary to analyze this phenomenon from other perspectives, which are probably more appropriate. In this research, we defend the relevance of analyzing the transitivity from a functionalist approach, more specifically from the postulates of Hopper and Thompson (1980). These researchers believe that transitivity is gradient and it involves the whole clause. Based on the analysis of a narrative text that was produced during an interview by an informant to 7 years old, we confirm the hypothesis that the speakers handle the transitivity system in order to reach their communicative intentions, because the portions with high degree of transitivity are associated with the foreground, and the portions that have low degree of transitivity are associated with the background. In addition, based the study of 280 sentences produced by informants between 4 and 7 years old, we show that the sentences with median transitivity are the most common in our corpus (41%); in turn, the sentences with high transitivity and the sentences with low transitivity are less recurrent (36 and 23%, respectively). These data, when compared with findings from Hopper and Thompson (2001), suggest that the transitivity manifests itself in different ways because of the particularities of the gender of discourse in question.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3808
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