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Título: Requisitos de iluminação natural nos sistemas de avaliação de edificios e impactos energéticos em edificações comerciais no Brasil
Autor(es): Santos, Laila Souza
Orientador: Alvarez, Cristina Engel de
Data do documento: 9-Jul-2012
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Nas últimas décadas, vários países passaram a conceder certificações a edifícios que apresentassem um suposto desempenho ambiental superior. No Brasil, a utilização de sistemasde avaliação de edifícios, originários em países com práticas construtivas, condições energéticas e geoclimáticas próprias, tem gerado uma série de críticas no meio acadêmico. Um exemplo seria a exigência, no Brasil, de que as edificações ditas sustentáveis devessem atender aos requisitos de iluminação natural de sistemas propostos para locais onde a disponibilidade de luz natural é consideravelmente inferior à existente no país e a demanda por aquecimento é real nos períodos de inverno. O trabalho partiu da premissa de que a aplicação desses sistemas poderia incentivar a construção de edificações energeticamente ineficientes no país, pela introdução de luz natural excessiva nos interiores arquitetônicos. Assim, os objetivos consistiram em avaliar os impactos energéticos do atendimento aos requisitos de uso da luz natural estabelecidos por sistemas importados com possibilidade de aplicação no Brasil, tais como o AQUA, o BREEAM e o LEED. Os procedimentos metodológicos adotados incluíram a elaboração de modelos paramétricos com diversas orientações, percentagem de abertura nas fachadas (PAF), dispositivos de proteção solar (DPS) e ângulos de sombreamento. Esses modelos foram simulados nos softwares DIALux e DesignBuilder, em cinco cidades brasileiras, a fim de possibilitar a identificação dos modelos que atendem aos sistemas de avaliação de edifícios e a mensuração dos impactos energéticos desses, quando submetidos a diferentes condições de luminosidade da abóbada. Os resultados obtidos permitiram identificar que as metodologias baseadas no fator de luz diurna (FLD) como indicador não favorecem a proposição de edificações energeticamente mais eficientes e que, de maneira geral, há pouco consenso no que se considera adequado para o desempenho luminoso, visto que apenas 1/3 dos modelos atendem simultaneamente aos sistemas de avaliação investigados. Desses, todos possuem PAF correspondentes a 100% e a instalação dos DPS, o que aumenta em média cerca de 20% o consumo energético dispendido com iluminação e climatização artificial nos modelos em comparação àqueles similares com PAF de 50%, indicando que as certificações não necessariamente representam melhorias no desempenho ambiental dos edifícios.
In the last decades, many countries started certifying buildings with a supposed superior environmental performance. In Brazil, the use of building assessment systems originally developed in countries with their own construction practices, energy, geography and climate conditions, has generate a lot of criticism in academia. An example would be the exigency, in Brazil, that sustainable buildings were to meet the daylight requirements of assessment systems proposed for sites where the availability of daylight is considerably lower than it is in Brazil and where the demand for heating is real in winter times. This work started from the premise that the application of these systems could encourage the construction of energy-inefficient buildings in Brazil, caused by the introduction of excessive daylight in architectural interiors. Thus, the aims here consisted of evaluating the energy impacts of meeting the daylight requirements set by imported systems with possible application in Brazil, such as AQUA, BREEAM and LEED. The methodological procedures included development of parametric models with different solar orientations, window-to-wall ratio (WWR), shading devices and protection angles. These models were simulated in DIALux and DesignBuilder softwares in five brazilian cities, in order to identify the models meeting the daylight requirements in building assessment systems and to measure their energy impacts when subjected to different brightness of the sky. The results allowed to identify that methodologies based on daylight factor (DF) as an indicator of daylight use does not favor the proposition of more energy-efficient buildings and that, in general, there is little consensus on what is considered appropriate for luminous performance, since only one third of the models meet the requirements in all assessment systems investigated. Among them, all simuntaneously presented WWR of 100% and the use of shading devices, which increase the energy consumption spent with electric lighting and air conditioning by about 20% when compared to similar models with WWR of 50%, indicating that rating systems do not necessarily represent improvements in environmental performance of buildings.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3952
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