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Título: DESIDRATAÇÃO TÉRMICA DE LODO DE ESGOTO ATRAVÉS DA QUEIMA DE BIOGÁS: METODOLOGIA PARA ETE's DE PEQUENO PORTE
Autor(es): GIRONDOLI, L. M.
Orientador: CASSINI, S. T. A.
Data do documento: 10-Fev-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GIRONDOLI, L. M., DESIDRATAÇÃO TÉRMICA DE LODO DE ESGOTO ATRAVÉS DA QUEIMA DE BIOGÁS: METODOLOGIA PARA ETE's DE PEQUENO PORTE
Resumo: Na perspectiva de que, na atualidade, a escolha da tipologia para a estação de tratamento de esgoto (ETE) deve se considerar as exigências tecnológicas, de economia e os anseios da comunidade, é necessária a pesquisa de soluções que busquem a sustentabilidade no processo do tratamento do esgoto,principalmente relacionada aos resíduos gerados nesse processo. Nessa concepção, a associação do biogás como fonte de calor para o tratamento do lodo, ambos resíduos gerados em UASB, passa a ser uma alternativa a ser explorada uma vez que não se verifica a aplicação efetiva dessa associação em companhias de saneamento brasileiras, principalmente quando se trata de estações de pequeno porte. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a viabilidade da desidratação térmica, através da queima do biogás sobre o leito de secagem, para redução da umidade e da concentração de patógenos do lodo biológico produzido em ETEs de pequeno porte, tendo como estudo de caso a ETE Piaçu. Foram coletadas e analisadas amostras de lodo, ao longo de 21 dias de secagem, para os parâmetros umidade, sólidos totais, sólidos voláteis, coliformes termotolerantes, ovos viáveis de helmintos e Salmonella sp, durante os meses de junho a setembro de 2014. Em relação aos teores de umidade, os valores encontrados para o leito com queima do biogás (média de 15%) foi significativamente menor que os do leito sem queima (média de 28,3%). Para os parâmetros microbiológicos, verificou-se a inativação dos ovos viáveis de helmintos, atendendo ao padrão limitado pela Resolução nº 375/2006. Contudo, para os parâmetros Salmonella sp e coliformes termotolerantes, o calor proveniente da queima do biogás não foi suficiente para elevar a temperatura da massa do lodo e promover a letalidade desses microrganismos de forma a atender a Resolução. Verificou-se que, com a metodologia adotada, haveria uma redução de cerca de 80% dos custos com disposição adequada do lodo da ETE Piaçu e que o retorno financeiro do investimento seria obtido em aproximadamente 4 anos. Assim, a metodologia adotada neste trabalho para a desidratação do lodo através do calor proveniente da queima do biogás, apresentou resultados satisfatórios sendo uma alternativa técnica, ambiental e economicamente viável de utilização energética do biogás para ETEs de pequeno porte.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/4016
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