Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/4360
Título: Filogenia e evolução de ouriços-cacheiros (Rodentia:Erethizontidae)
Autor(es): Caldara Junior, Vilacio
Orientador: Leite, Yuri Luiz Reis
Data do documento: 25-Fev-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Erethizontidae é a família dos roedores conhecidos como ouriços-cacheiros ou porcosespinhos do Novo Mundo. Existem controvérsias a respeito da taxonomia desse grupo, principalmente sobre os gêneros e suas espécies. Pouco se sabe sobre as relações filogenéticas das espécies de Erethizontidae e muito menos sobre a evolução de suas características mais marcantes. Assim, o objetivo principal deste trabalho foi avaliar a evolução dos Erethizontidae com base em uma filogenia de 9 das 15 espécies de ouriçoscacheiros. Foram realizadas inferências filogenéticas a partir de dados moleculares de um gene mitocondrial e outro nuclear, análises morfológicas e morfométricas de caracteres cranianos e da pelagem, análise do desenvolvimento pós-natal e mapeamento destes caracteres na filogenia e inferências dos processos envolvidos na evolução fenotípica de Erethizontidae. As filogenias obtidas confirmaram a monofilia da família Erethizontidae, da subfamília Erethizontinae e de gênero Coendou. Neste gênero, Co. prehensilis é irmão das demais espécies menores de Coendou, seguido de Co. melanurus e depois Co. roosmalenorum. Coendou nycthemera agrupou-se com Coendou sp., clado que se agrupou com o que contém Co. insidiosus e Co. spinosus, espécies que não se apresentaram reciprocamente monofiléticas. A filogenia não corrobora o agrupamento de algumas espécies de Coendou no gênero Sphiggurus, reconhecido por alguns autores, pois nenhum dos dois gêneros seria monofilético. Os caracteres e medidas do crânio são mais eficazes que os caracteres externos na diagnose de Co. prehensilis e o clado Coendou menores. Já os caracteres externos e algumas variáveis morfométricas foram melhores na diagnose das espécies de Coendou menores. Os dados confirmam a existência de uma espécie aparentemente nova de ouriços-cacheiros, além da necessidade de sinonimização entre Co. spinosus e Co. insidiosus. Os crânios das espécies menores de Erethizontidae pouco se alteram durante seu crescimento, mas as espécies maiores sofrem grande transformação craniana, enquanto a pelagem dorsal de quase todas as espécies é bastante alterada durante o desenvolvimento. Os estados ancestrais mais prováveis dos caracteres da pelagem variaram nos diferentes níveis da filogenia, enquanto que para a maioria dos caracteres cranianos, os estados presentes nos jovens e nas espécies menores são os mais prováveis. O processo mais importante agindo na evolução fenotípica dos ouriços-cacheiros foi a deriva genética, especialmente no início da diversificação do grupo (refletindo hoje nos grupos de espécies, gêneros ou subfamílias), mas a seleção natural (principalmente a direcional ou disruptiva) foi mais influente na evolução das espécies atuais.
Erethizontidae is the family of rodents known as the New World porcupines. There are controversies about their taxonomy, especially regarding genera and species. The phylogenetic relationships among Erethizontidae species are poorly known and the evolution of their most striking features remains a puzzle. The main goal of this study was to assess the evolution of Erethizontidae based on a phylogeny of 9 out of 15 porcupine species. We performed phylogenetic inferences on a mitochondrial and a nuclear gene, analyses of morphological and morphometric characters from skin and skull, analyses of postnatal development and character mapping on the phylogeny and inferences on the processes involved in phenotypic evolution of Erethizontidae. The resulting phylogenies confirmed the monophyly of the family Erethizontidae, the subfamily Erethizontinae and the genus Coendou. In this genus, Co. prehensilis is sister to smaller Coendou species, followed by Co. melanurus and then Co. roosmalenorum. Coendou nycthemera grouped with Coendou sp. in a clade that grouped with another containing Co. insidiosus and Co. spinosus, which are not reciprocally monophyletic. The phylogeny does not corroborate grouping some species of Coendou in the genus Sphiggurus, as recognized by some authors, because neither would be monophyletic. Skull characters and measurements are more effective than external characters in distinguishing Co. prehensilis from the clade of smaller Coendou. External characters and some morphometric variables worked better in diagnosing smaller Coendou species. The data confirms the existence of an apparently new species of porcupine, and the need to synonymize Co. spinosus and Co. insidiosus. The skull of smaller species of Erethizontidae changes little during their growth, but larger species undergo major skull transformation, while the dorsal fur is quite altered during development in almost all species. The most probable ancestral states in skin characters varied at different phylogeny levels, while on cranial characters, the states found in young 4 and smaller species are the most likely in almost all species. The most important process acting on porcupine phenotypic evolution was genetic drift, especially early in the diversification of this group (reflecting on today’s species groups, genera or subfamilies), but natural selection (mainly directional or disruptive) was more influential on the evolution of current specie
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/4360
Aparece nas coleções:PPGBAN - Teses de doutorado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_6332_.pdf4.55 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.