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Título: A invenção da praia e a produção do espaço : dinâmicas de uso e ocupação do litoral do Espírito Santo
Autor(es): Ramos, Daniel da Rocha
Orientador: Esteves Junior, Milton
Palavras-chave: Espaços praiais
Uso e ocupação
Produção do espaço
Data do documento: 22-Set-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: RAMOS, Daniel da Rocha. A invenção da praia e a produção do espaço: dinâmicas de uso e ocupação do litoral do Espírito Santo. 2009. 188 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes.
Resumo: Este estudo se propõe a analisar as formas de uso e ocupação impostas pelo homem aos espaços praiais de Anchieta e Vila Velha, Espírito Santo. As sociedades ocidentais desenvolveram seus imaginários em relação ao mar e às praias de maneira distinta, embora num determinado período da história a moda dos banhos de mar, surgida na Europa, tenha, por sua hegemonia, suprimido outros símbolos e códigos e se tornado a norma vigente. De norte a sul, de leste a oeste, onde há praia e temperatura minimamente agradável, o imaginário ocidental nascido a partir do século XVIII difunde-se e alastra-se, devendo muito ao desenvolvimento do capitalismo, as redes midiáticas e ao fenômeno do turismo, tornando as práticas à beira-mar pasteurizadas e previsíveis, mesmo para populações e viajantes de lados extremos do mundo. Conjunto ao desejo da vilegiatura marítima, nasce a arquitetura do mar e o processo de urbanização das orlas. Tal fenômeno, concomitante ao inchaço populacional mundial e cooptado pela lógica do capital imobiliário e turístico, fez com que grande parte das praias se tornasse palco de uma predatória forma de uso e ocupação, causando ao litoral inúmeros impactos, e tornando a situação no mínimo paradoxal. A paisagem que atrai, para o consumo, só está apta para ele após uma significativa modificação, para não dizer destruição. Sendo assim, a produção dos espaços praiais deve ser motivo de reflexão para que se possa fornecer insumos à novas formas de pensar e viver o litoral.
Este estudio se propone a analizar las formas de uso y ocupación impuestas por el hombre a los espacios playales en Anchieta e Vila Velha, Espírito Santo. Las sociedades occidentales han desarrollado sus imaginarios en relación al mar y a las playas de manera distinta, aunque en un determinado período de la historia la moda de los baños de mar surgida en Europa tenga por su hegemonía, suprimido otros símbolos y códigos y se han tornado la norma vigente. De norte al sur, de este al oeste, donde hay playa y temperatura mínimamente agradables, lo imaginario occidental nacido a partir del siglo XVIII difunde y se alastra, debiendo mucho al desarrollo del capitalismo, las redes mediáticas y al fenómeno del turismo, tornando las prácticas de las orillas del mar pasteurizadas y previsibles, mismo para población y viajantes de lados extremos del mundo. Juntamente al deseo de la villegiatura marítima nace la arquitectura del mar y el proceso de urbanización de las orlas. Tal fenómeno, concomitante al crecimiento de la populación mundial y cooptada por la lógica del capital inmobiliario y turístico, hizo con que gran parte de las playas se tornase palco de una predatoria forma de uso y ocupación, causando al litoral inúmeros impactos, y tornando la situación en el mínimo paradoxal. El paisaje que atrae, para el consumo, solo esta apto para él después de una significativa modificación, para no decir destruición. Así siendo, la producción de los espacios playales debe ser motivo de reflexión para que se pueda fornecer insumos a nuevas formas de pensar y vivir el litoral.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/4384
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