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Título: Uso de Bloqueador de Receptor de Angiotensina-valsartan em Cães Com Degeneração Valvar Mixomatosa
Autor(es): CHAMELETE, M. O.
Orientador: COSTA, F. S.
Coorientador: APTEKMANN, K. P.
Palavras-chave: Cães
cardiopatia
degeneração mixomatosa
doença valvular
Data do documento: 30-Mar-2012
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CHAMELETE, M. O., Uso de Bloqueador de Receptor de Angiotensina-valsartan em Cães Com Degeneração Valvar Mixomatosa
Resumo: Das doenças cardíacas caninas, a degeneração valvar mixomatosa é a de maior prevalência na rotina da clínica médica, podendo levar a insuficiência cardíaca. Sabe-se que é uma doença de caráter crônico e progressivo sem cura, cujo controle depende, principalmente da inibição da ativação dos mecanismos compensatórios neuroendócrinos. A melhor estratégia da terapia depende da gravidade da doença e fatores individuais, tornando o tratamento da doença desafiador, e precipitando a necessidade de monitorização constante do paciente. Um bloqueio da ativação de mecanismos compensatórios mais amplo tem sido utilizado em insuficientes cardíacos humanos com os fármacos bloqueadores de receptores de angiotensina II (BRAs). Muitas são as pesquisas demonstrando os benefícios da utilização dos BRAs em insuficientes cardíacos humanos, porém em cães a pesquisa ainda é escassa. No presente trabalho objetivou-se revisar a degeneração valvar mixomatosa em cães e o tratamento padrão, assim como revisar a utilização dos BRAS. Objetivou-se também com essa pesquisa, avaliar os efeitos do bloqueador de receptor de angiotensina II, o valsartan em 20 semanas em cães com degeneração valvar mixomatosa. Foram obtidos dados clínicos, eletrocardiográficos, ecocardiográficos, laboratoriais antes da introdução do valsartan a 0,5 mg/kg a cada 24 horas e a cada quatro semanas até completarem-se 20 semanas. Pode-se notar que a relação Ae/Ao em nenhum momento foi maior que 1,7, apesar do constante remodelamento, não havendo diferença significativa entre o momento inicial e o final. O índice de volume sistólico se manteve aumentado durante todo o experimento, e o índice de volume diastólico aumentou no M3 mas retornou ao valor semelhante igual ao do início. A pressão arterial sistêmica sistólica não apresentou alteração estatística. Não houve alteração de valores hematológicos, porém a elevação das as enzimas hepáticas sugeriram sobrecarga hepática. A ausência de efeitos colaterais e a manutenção de fatores clínicos, eletrocardiográficos, laboratoriais e ecocardiográficos, importantes para o bom prognóstico, revela que o valsartan na dose de 0,5 mg/kg pode ser uma opção eficaz e segura em cães com insuficiência cardíaca congestiva de corrente da doença valvular crônica.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5110
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