Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5157
Título: VARIAÇÃO Circadiana do Infarto Agudo do Miocárdio em Pacientes Com Apnéia Obstrutiva do Sono.
Autor(es): Fatima Helena Sert Kuniyoshi
Data do documento: 30-Mai-2008
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: Fatima Helena Sert Kuniyoshi, VARIAÇÃO Circadiana do Infarto Agudo do Miocárdio em Pacientes Com Apnéia Obstrutiva do Sono.
Resumo: Introdução: A apnéia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica de alta prevalência. É caracterizada por alterações hemodinâmicas e neurohumorais agudas que, teoricamente, podem aumentar o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) durante a madrugada, período em que a incidência de IAM na população geral é baixa. Objetivo: Determinar a influência da AOS sobre o ritmo circadiano do IAM Métodos: Foram incluídos neste estudo pacientes admitidos com diagnóstico de IAM em que o início da dor torácica estava bem definido. A AOS foi investigada por meio da polissonografia realizada até 4 semanas após o IAM. A atividade plasmática do inibidor ativador de plasminogênio tipo I (PAI-1) foi determinada pelo método ELISA, e a função endotelial foi avaliada através da medida de vasodilatação mediada por fluxo na artéria braquial utilizando o doppler vascular de alta resolução. Para análise das variáveis qualitativas utilizou-se o teste t de Student, sendo que o teste de Qui-quadrado ou teste exato de Fisher foram utilizados para comparar o horário de início do IAM e as variáveis quantitativas entre os pacientes com e sem AOS, respectivamente. Para dados que não seguiam uma distribuição normal, foi utilizado o teste de Kruskall-Wallis. O odds ratio foi calculado para determinar o risco de AOS nos pacientes com IAM durante a madrugada, definida como o período entre meia noite e 06:00 horas. Resultados: Os pacientes com e sem AOS tiveram características bastante semelhantes e não houve diferença com relação à medicação utilizada. A prevalência de comorbidades foi semelhante em ambos os grupos. A incidência de IAM no período da madrugada foi de 32% e 7% (p = 0,01) nos pacientes com e sem AOS, respectivamente. A AOS foi diagnosticada em 91% dos pacientes com IAM durante a madrugada e a ocorrência do evento isquêmico neste período indicou maior chance de AOS (odds ratio de 6; intervalo de confiança 95%: 1,327,3; p = 0,01). A atividade do PAI-1 foi semelhante em ambos os grupos e a variação noturna também foram semelhantes entre pacientes que apresentaram início dos sintomas no período noturno (meia-noite 06:00 h) quando comparados com as 18 horas restantes (292 ± 152 % vs 170 ± 35 %, p = 0,5). Pacientes que apresentaram AOS moderada (AHI > 15 eventos/hora) tinham pior função quando comparados ao grupo controle (1,6 ± 1 vs 4,2 ± 0,6, respectivamente). Conclusão: O padrão circadiano do IAM nos pacientes com AOS foi diferente daquele observado em pacientes sem esta doença e isto parece não estar associado a atividade do PAI-1. Pacientes que sofreram IAM durante a madrugada apresentaram alta probabilidade de possuírem AOS. Pacientes com AOS moderada apresentaram pior função endotelial o que pode indicar pior prognóstico. Estes achados sugerem que a AOS pode desencadear o IAM nos pacientes suscetíveis. A investigação de AOS deve ser recomendada nos pacientes que apresentam angina ou IAM durante o período da madrugada.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5157
Aparece nas coleções:PPGCF - Teses de doutorado

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
tese_2985_Tese Fatima Sert Kuniyoshi.pdf1.37 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.