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Título: Análise do consumo de oxigênio de reserva
Autor(es): SANTOS, M. A. A.
Orientador: MILL, J. G.
SCHENBERG, L. C.
Data do documento: 27-Mar-2007
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SANTOS, M. A. A., Análise do consumo de oxigênio de reserva
Resumo: O objetivo principal deste estudo foi avaliar a precisão e a aplicabilidade do consumo de oxigênio de reserva (VO2R) na prescrição de exercício aeróbio contínuo para as intensidades de 50%, 60%, 70% e 80% do consumo máximo de oxigênio (VO2máx). Após a ergoespirometria foi calculada a velocidade de treino correspondente a 50%, 60%, 70% e 80% VO2R utilizando a equação proposta pelo ACSM para corrida e caminhada em 60 voluntários (30 homens e 30 mulheres) com idade média de 23 ± 3,4 e 21,7 ± 4,1 anos, respectivamente. Após os cálculos, os voluntários realizaram trinta minutos de exercício aeróbio contínuo (caminhada ou corrida) numa seqüência aleatória das intensidades com intervalo de 48 horas entre as mesmas. Durante esse período o VO2 consumido foi coletado. O VO2 coletado durante o exercício aeróbio foi chamado de consumo de oxigênio de reserva medido (VO2Rm) com o objetivo de comparar VO2R calculado com o VO2 consumido na mesma intensidade de trabalho. Os critérios utilizados para a determinação da precisão da equação foram os seguintes: a) teste t de Student; b) avaliação do coeficiente de correlação;c) e pelo erro padrão da estimativa da inclinação da reta de regressão linear. Foi utilizado como nível de significância de p< 0,05. Os dados mostraram que o VO2R e o VO2Rm foram similares em todas as intensidades. Porém, os valores médios do VO2R sempre foram maiores em cada intensidade estudade do que os valores do VO2Rm (3,4%, 4,2%, 9,2% e 2,2% no grupo masculino) e (9,9%, 3,3%, 7,7% e 9,7% no grupo feminino). Não houve diferença significativa entre a FC medida no LA com a FC a 70% da FCmáxE e 70% da FCmáxM. Os valores da FC prescritos indiretamente, ou seja, 85% da FCmáxE e 85% da FCmáxM, subestimam em aproximadamente 6,5% e 9,1% respectivamente a FCPCR no grupo masculino, e 5,2% no grupo feminino em relação a FCmáxM. Os valores de VO2 prescritos indiretamente superestimam em aproximadamente 36,7% (grupo masculino) e 66,3% (grupo feminino) quando se utiliza o VO2 a 60% do consumo máximo de oxigênio estimado (VO2máxE), e em 18% quando se utiliza o VO2 a 60% do VO2máxM comparado com os valores do VO2 no LA, em ambos os grupos. Não houve diferença significativa entre o VO2 no PCR e o VO2 a 80% do VO2máxM, porém o VO2 no PCR foi aproximadamente 9,2% maior no grupo masculino e 6,5% menor no grupo feminino. Concluímos que a equação de reserva do consumo de oxigênio demonstra uma boa correlação com o VO2 consumido durante o exercício aeróbio contínuo, porém a mesmo tende a superestimar a intensidade de treinamento aeróbio, principalmente nos indivíduos com baixa condição física. Além disso, a utilização tanto do VO2máxE quanto da FCmáxE superestima os valores encontrados, o que pode predispor a uma a acidose metabólica precoce, e com isso causar uma sobrecarga no sistema cardiovascular. Estes resultados sugerem que as prescrições adequadas das intensidades para o treinamento aeróbio são mais eficientes e seguras quando determinada pela ergoespirometria.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5168
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