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Título: O Processo de Implantação da Estratégia de Saúde da Família: o Caso de Resistência, Vitória/es.
Autor(es): CRUZ, S. C. S.
Orientador: SILVA, M. Z. E.
Palavras-chave: Estratégia de Saúde da Família
Política de saúde
Data do documento: 28-Set-2007
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CRUZ, S. C. S., O Processo de Implantação da Estratégia de Saúde da Família: o Caso de Resistência, Vitória/es.
Resumo: Este estudo está circunscrito ao campo da avaliação em saúde, adotando como referência o olhar que as Ciências Sociais lançam nesse campo e tem como objeto de estudo a implantação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), no território de Resistência da Região de São Pedro, município de Vitória/ES. Buscou mapear as possibilidades inovadoras de organização das práticas assistenciais, bem como estudar a contribuição da implantação da ESF na atenção à saúde da comunidade atendida. Foi realizada uma análise dos documentos oficiais, bem como estudos referentes ao tema proposto. A abordagem metodológica selecionada foi a qualitativa, por meio de um estudo de caso. Os dados foram obtidos no período de fevereiro a abril de 2006, por meio de observação de campo, entrevistas com formulários semi-estruturados com os usuários cadastrados na ESF e profissionais de saúde da estratégia envolvidos na assistência desta comunidade. Os resultados obtidos foram analisados através da metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que demonstrou de forma geral satisfação dos usuários quanto ao atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF), bem como a ampliação do acesso desses usuários aos serviços de saúde, no entanto revelou a necessidade de rever as práticas assistenciais das equipes. Evidenciou que as atividades básicas de assistência estão centradas na USF, com a constatação de que a organização do trabalho permanece ainda bastante centrada na oferta de assistência médica individual, reduzindo à capacidade de resposta do serviço à demanda. Evidenciou também um desconhecimento dos usuários quanto às ações das equipes de saúde da família, bem como das diretrizes da ESF por parte dos profissionais de saúde. Ficou demonstrado que a alta rotatividade dos recursos humanos desestabiliza as equipes e reforça a reprodução de práticas de pronto-atendimento na USF. As questões levantadas neste estudo indicam a necessidade de ampliar a escuta, qualificar o vínculo, buscar inovações de caráter local com maior interação da comunidade. Ficou evidenciado que os profissionais de saúde verificam a necessidade de mudar sua prática e o modo de fazer a saúde, no entanto as suas limitações nas dimensões do modo de viver das famílias causam aos profissionais sentimentos de sofrimento por não conseguirem resolver algumas questões que ultrapassam seu fazer saúde. Dessas constatações, conclui-se que se faz necessário adequar a prática da estratégia aos pressupostos teóricos formulados pelo Ministério da Saúde visando a contribuir para a melhoria qualitativa dos serviços. Os resultados deste estudo poderão contribuir para adaptações na ESF, em busca de desenvolvimento de inovações gerenciais ou assistenciais, visando à melhoria do processo de trabalho.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5392
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