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Título: A legitimidade das realezas franca e visigótica nas obras de Gregório de Tours e Isidoro de Sevilha
Autor(es): Formentini, Luís Eduardo
Orientador: Feldman, Sérgio Alberto
Palavras-chave: Legitimidade governamental
Reis e governantes
Autoridade
Episcopado
Francos (até 768)
Visigodos
Data do documento: 16-Abr-2012
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FORMENTINI, Luís Eduardo. A legitimidade das realezas franca e visigótica nas obras de Gregório de Tours e Isidoro de Sevilha. 2012. 173 f. Dissertação (Mestrado em História Social das Relações Políticas) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2012.
Resumo: In the fifth century, the Western Roman Empire disaggregated, giving place to various Germanic kingdoms. One of the main concerns of the rulers of these regni was the legitimating of their power, that is, to make their authority was recognized by the nobility and the population in general. This task showed itself challenging because of the following motives: first of all, these kingdoms were formed in locals that were, for centuries, ruled by Rome, and so the ways and symbols of imperial origin could not be ignored. Besides, most of these kingdoms suffered from a chronic internal instability. Moreover, there is the presence of the Eastern Roman Empire that, under Justinian, retook considerable areas of the Western Mediterranean. Due to this difficulties, the barbarian kings turned around to the Church, aiming a spiritual legitimacy to their power. The bishops saw the king as a powerful ally in their fight against the paganism and the heresies. Thereby, there was an approaching between king and episcopate, in which the bishops became important legitimators of the monarch s authority. In the present dissertation, we will study the episcopal conceptions about the king and his functions in the works of two bishops: Gregory of Tours (538-594) and Isidore of Seville (560-636), who lived, respectively in Merovingian Gaul and in the catholic Visigothic Kingdom
No decorrer do século V, o Império Romano Ocidental desagregou-se, dando lugar a diversos reinos ditos germânicos. Uma das preocupações fundamentais dos governantes desses regni era a de legitimar o seu poder, ou seja, fazer com que sua autoridade fosse reconhecida tanto pela nobreza quanto pela população em geral. Esta tarefa mostrava-se desafiadora pelos seguintes motivos: primeiramente, estes reinos formaram-se em locais que durante séculos estavam submetidos à autoridade romana, sendo assim, as formas e símbolos de governo de origem imperial não podiam ser desprezadas. Além disso, muitos desses reinos sofriam de uma instabilidade interna crônica, onde a autoridade do monarca era frequentemente contestada. Somada a isto está a presença do Império Romano do Oriente, que, sob Justiniano, retomou áreas consideráveis do Mediterrâneo Ocidental. Devido a tais dificuldades, os reis bárbaros voltaram-se para a Igreja, visando buscar uma legitimidade espiritual para seu poder. Os bispos viam no monarca um poderoso aliado em seus combates contra o paganismo e as heresias. Desse modo, houve uma aproximação entre rei e episcopado, em que os bispos tornaram-se importantes legitimadores da autoridade do monarca. Na presente dissertação, estudaremos as concepções episcopais sobre o rei e suas funções nas obras de dois bispos: Gregório de Tours (538-594) e Isidoro de Sevilha (560-636), que viveram, respectivamente, na Gália merovíngia e no Reino Visigótico católico
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6339
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