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Título:  Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas : histórias de crianças e adolescentes acolhidos
Autor(es): Figueiredo, Juliana Gomes de
Orientador: Aragão, Elizabeth Maria Andrade
Coorientador: Margotto, Lilian Rose
Palavras-chave: Crianças e Adolescentes
Família
Acolhimento
História oral
Children and Adolescents
Family
Sheltering
Oral history
Data do documento: 22-Out-2012
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FIGUEIREDO, Juliana Gomes de. Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas : histórias de crianças e adolescentes acolhidos. 2012. 88 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Institucional) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2012.
Resumo: It deals with the stories of children and teens received in two shelter houses at the municipality of Vitória-ES. It shows the sheltering situation under the viewpoint of the sheltered individuals, prioritizing their perceptions about their own condition, as well about their familiar relationships and their expectative for the future. It rescues the Brazilian Childhood and Youth history since the colonization till the present time, crossed by the hygienism doctrine and also by the medical-judicial apparatus, as a relief tool of a specific population. It crosses the history of the Brazilian childhood-youth legislation, since the creation of the first Younger s Code till the implementation of the Childs and Teens Statute, in 1990. It utilizes the oral story as methodological tool. Analyses hegemonic practices that create subjectivities, built at the neo-liberal capitalist logic, which blame and hold responsible the families, in general the poor ones, considered unable to create their children within an instituted bourgeois style. It considers the speeches and practices built in those sheltering institutions which arrest the child and teen in their subjective constructions which label, stigmatize and characterize them as unstable which would justify their need of relief. It explains that, although the weakening of their previous familiar entails, the sheltering is not avoiding the formation of new affective nets and the new significance of family, school and their own future, creating other subjectivation modes. It concludes that, at the sheltering house, although the subjective construction which unpower/victimize the received children and teens, there are spaces for the invention of other ways to be and stay under shelter, ways that methods which individualize the human being
Trata das histórias de crianças e adolescentes abrigados em duas casas de acolhimento no município de Vitória-ES. Apresenta a situação de acolhimento sob o ponto de vista dos sujeitos acolhidos priorizando suas percepções sobre a própria condição, assim como sobre a de suas relações familiares e suas expectativas de futuro. Resgata a história da Infância e Juventude no Brasil desde a colonização até a atualidade, atravessada pela doutrina do higienismo e também pelo aparato médico-jurídico, como ferramenta de tutela de uma população específica. Percorre a história da legislação infanto-juvenil brasileira, desde a criação do primeiro Código de Menores até a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990. Utiliza a história oral como ferramenta metodológica. Analisa práticas hegemônicas que produzem subjetividades, construídas na lógica do capitalismo neoliberal, as quais culpabilizam e responsabilizam famílias, em geral pobres, consideradas incapazes de criar seus filhos dentro de um modelo burguês instituído. Pondera sobre discursos e práticas construídas nessas instituições de acolhimento que aprisionam a criança e o adolescente em construções subjetivas as quais os rotulam, estigmatizam e os caracterizam como inseguros o que justificaria a sua necessidade de tutela. Explica que, apesar da fragilização dos vínculos familiares anteriores, o acolhimento não impede a formação de outras redes afetivas e a ressignificação de família, escola e do próprio futuro, criando outros modos de subjetivação. Conclui que, na casa de acolhimento, apesar da construção de subjetividades que despotencializam/vitimizam as crianças e adolescentes acolhidos, há espaços para invenção de outras formas de ser e de estar acolhido, formas que singularizam o sujeito
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6716
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